Mostrar mensagens com a etiqueta Centralismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Centralismo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 5 de junho de 2012

O VOO DO MILHAFRE (IV) - " A COMPLETA RENDIÇÃO"

Hoje, o nosso amigo Milhafre sobrevoou o blogue «O Lugar da Ponta Delgada», assinado pelo distinto militante da Causa Açoriana, Sr. João Pacheco de Melo.

Como é habitual nesta rubrica, destacamos o artigo, a crónica, o post ou mesmo a notícia que pela sua actualidade e pertinência deve ser obrigatoriamente registado neste nosso modesto blogue. É o caso do mais recente post do Sr. João Pacheco de Melo publicado a 29 de Maio p.p.:

A COMPLETA RENDIÇÃO


[Fugindo ao politicamente correcto, muito habitual nos meios da politica, do jornalismo e das comunidades do parlapier fiado, o autor identifica os problemas e as ameaças reais que pesam actualmente sobre os Açores. Anteriormente foram outras as ameaças, hoje são estas, bem reais e palpáveis, e o autor não tem receio de chamar os bois pelos nomes.

Neste post - e que foi também publicado no jornal diário «Açoriano Oriental», o autor denuncia o silêncio cúmplice, senão mesmo a actuação colaborante e anti-açoriana, da actual direcção política do PSD nos Açores e também a passividade e a obediência humilhante dos Deputados da Nação eleitos pelos Açores e que na Assembleia da República ainda não se fartaram de votar a favor do Governo neo-comunista liberal de Lisboa em todas as matérias que retiram competências e direitos essenciais aos Açores e à nossa periclitante Autonomia.

Numa altura em que a cobardia aliada a questões básicas de intendência invadiram o nosso quotodiano político, eis mais uma pedrada neste charco putrefacto de cumplicidades e recheado de facadinhas nas costas do Povo Açoriano]

terça-feira, 15 de maio de 2012

O VOO DO MILHAFRE (I)

Iniciamos hoje neste blogue uma nova rubrica intitulada «O Voo do Milhafre», através da qual iremos dar destaque e realce a artigos de opinião publicados na nossa imprensa ou posts publicados em blogues açorianos ou noutros, e quando os assuntos tratados nos mesmos tenham a ver com a actualidade açoriana ou com temas especificamente açorianos.

Para inaugurar esta rubrica nada melhor do que linkar um artigo de opinião do Sr. João Pacheco de Melo, publicado hoje no «Açoriano Oriental» online e que é um autêntico libelo acusatório a quem, por um prato de lentilhas, quer vender os Açores e hipotecar o nosso futuro aos centralistas/colonialistas de Lisboa:


A TRISTE DEPENDÊNCIA



[De facto é vergonhoso para um partido fundador da nossa Autonomia - o velhinho PPDA (Partido Popular Democrático Açoriano) , hoje transformado numa sucursal insossa do PSD português com sede em Lisboa!, - estar permanentemente a vilipendiar o que aqui se fez e faz; a municiar os inimigos da autonomia com polémicas e guerrilhas estúpidas para fins meramente eleitoralistas e pessoais; e até a vender a alma ao diabo com o objectivo da vã glória do poder.

Quando vemos e ouvimos a actual líder da sucursal do PSD português nos Açores, Drª Berta Cabral, e respectiva entourage, não temos dúvidas algumas que pretendem «governar» «esta» Região à boa maneira das Juntas Gerais e dos Governos Civis dos ex-«distritos autónomos», cujos responsáveis iam despachar a Lisboa e trazer na bagagem uns providenciais cheques para construção de fontanários e bebedouros...

Subscrevemos integralmente o teor deste artigo e daqui felicitamos o seu autor por mais esta pedrada no charco do pântano putrefacto desta autonomia fantoche.

É igualmente vergonhoso assistir à quietude duma determinada élite (ou pseudo-élite), outrora comprometida com a Autonomia e com a Defesa dos Açores, mas que agora por meras questões de intendência e de bucho, abdicaram da luta e andam aí a caucionar as doutrinas centralistas e neo-comunistas liberais de Lisboa e arredores!

Para memória futura!]

terça-feira, 8 de maio de 2012

O «BOM DIA AÇORES» VAI ACABAR

Há poucos dias soubemos pela boca do próprio Pedro Moura, jornalista responsável pelo popular programa televisivo «Bom Dia Açores» da RTP-Açores, e também pela imprensa que se publica na Região, que este programa iria terminar no próximo dia 11 de Maio por cessação de contrato.

Esta cessação decorre das radicais alterações que a (ainda) RTP-Açores vai sofrer a partir deste mês com a implementação da famigerada janela de quatro horas (ou seis ?) diárias de programação regional para horário nocturno.

O programa «Bom Dia Açores» foi (e ainda é) um programa bastante eclético e interactivo, e tem sido uma companhia muito agradável nas manhãs açorianas , com repetição em diferido nos fins de tardes dalguns compactos.

Desde a omipresente meteorologia - fundamental para quem vive aqui nestas ilhas dispersas ao longo do Atlântico Norte! - até a eventos desportivos, religiosos, culturais, revista de imprensa, festas, folclore, prevenção rodoviária, noticiário policial , etc., de tudo um pouco, é ventilado neste programa o que constitui um verdadeiro serviço público.

Em virtude da sua emissão matinal este programa tinha e tem um público alvo muito específico e é uma companhia muito apreciada pela nossa população rural que gosta de saber de coisas doutras ilhas, do tempo que vai fazer ou mesmo acompanhar reportagens de festas, procissões e entrevistas em directo.

Nesse programa, os protogonistas são sempre as pessoas comuns, aqueles que diariamente fazem os Açores e que se levantam cedo para pôr esta Região a funcionar.

Infelizmente, e mercê de mais um ataque despudorado e inqualificável dos centralistas de Lisboa, este programa, e muitos outros de índole e produção regional, vão acabar.

Convém lembrar que a RTP-Açores, apesar das contigências e dos propósitos politicos que presidiram à sua implantação em 1975, tem tido um papel relevante na unidade açoriana e foi indubitavelmente um veículo de aproximação, intercâmbio, consciencialização e conhecimento entre as nossas ilhas e respectivas populações.

Reduzir a RTP-Açores a uma simples janela de 4 horas diárias é uma verdadeira afronta a todos os Açorianos, pois o que está em causa não são as verbas, mas um dos símbolos mais ilustrativos da actual autonomia e que desde o início vinculava o Estado Português na manutenção desta estrutura, em razão da nossa insularidade e especificidade.

Este é mais um dos muitos ataques que foram feitos contra os Açores e contra os Açorianos, e muitos mais estão em preparação.

Cabe a nós, Açorianos, com a superioridade moral que nos caracteriza e nos assiste, ponderar e reflectir, se faz sentido ter uma televisão falsamente açoriana, ligada e controlada por Lisboa, ou se pelo contrário a Região convida a RTP a desamparar a loja definitivamente e com isto, abrindo caminho a alterações profundas que urge iniciar.

Todos nós sabemos - e a famigerada crise é pretexto para tudo e mais alguma coisa - que a RTP-mãe não tem dinheiro para a RTP-Açores e RTP-Madeira, mas tem dinheiro q.b. para programas de autêntico «serviço público», desde programas de bola e de futebol até às tantas; toiradas reais; debates com tiriricas; shows com putedo e coirões; concursos parvos, etc., etc.

Que a RTP portuguesa seja muito feliz e que desapareça dos Açores o mais depressa possível, pois a partir de agora não faz cá falta nenhuma!

sábado, 28 de abril de 2012

SE É PARA PAGAR TUDO, ENTÃO É MELHOR SERMOS INDEPENDENTES, NÃO ACHAM?

Desde que o actual Governo neo-comunista liberal à moda «chinoise» de Lisboa tomou posse, intensificaram-se os ataques às autonomias, e muito particularmente aos Açores.

Isto não significa que antes já não houvessem algumas escaramuças perpetradas pelo anterior governo, como foi o caso da teimosia do então Ministro das Finanças, Prof. Teixeira dos Santos, em não querer transferir para as autarquias açorianas 5% do IRS, como sempre tinha acontecido, e ao arrepio da jurisprudência em vigor.

Em todo o caso, nada se assemelha à agenda politicamente agressiva que o actual Governo de Lisboa tem para com as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, esta com cambiantes muito diferentes.

Tem sido frequente as declarações e as sugestões de diversos ministros em relação, não à transferência de maiores e mais vastas competências para os nossos Orgãos de Governo Próprio, mas sim a transferência de custos e maiores responsabilidades financeiras para os nossos orçamentos e obviamente para os contribuintes açorianos.

Vejamos alguns casos paradigmáticos:

Há tempos o Ministro da Defesa alvitrou a possibilidade da Região vir a pagar as operações de evacuação e salvamento que são realizadas pela Marinha e Força Aérea; o Ministro do Futebol, da Televisão e das Autarquias quer acabar com a RTP-Açores alegando que esta custa muitos milhões e que já cumpriu o seu papel histórico; os Hospitais da rede do Serviço Nacional de Saúde querem cobrar ao nosso Serviço de Saúde todos os cuidados de saúde prestados a cidadãos açorianos que se deslocam ao Continente, cujas valências ou especialidades médicas nós não as possuímos; há ainda os casos da Universidade, dos Aeroportos, das tarifas do serviço público relativas ao transporte aéreo, a estrutura de telecomunicações existente na Região,etc.

Mas o caso mais grotesco - e talvez mais ofensivo! - foi a sugestão do incrível Ministro da Economia e do Desemprego - uma nulidade à escala mundial! - ao declarar que a formação dos agentes da PSP no nosso arquipélago era uma competência da RAA!

Qualquer dia também sairá do nosso Orçamento as verbas necessárias para pagar o Sr. Representante da República e o seu faustoso Gabinete!

Ou seja, doravante, Lisboa, propõe-nos que sejamos nós a pagar os «custos de soberania» e os «encargos gerais da Nação»!

Ontem, o Presidente do Governo dos Açores fez bem em denunciar todo este ataque concertado contra os Açores e chamar a atenção para a agenda de desresponsabilização financeira que a República tem para com os Açores e para com os Açorianos.

Toda esta agenda ( por enquanto, ainda muito escondida...) tem alguns cúmplices internos e que todos os dias se pavoneam nos diversos orgãos de comunicação social.

E nesta altura do campeonato, não devemos ser politicamente correctos ou excessivamente diplomatas.

Esses cúmplices e colaboracionistas do governo neo-comunista liberal de Lisboa - e mandatários para uma eventual agenda politica centralista e anti-açoriana - tem rostos e nomes, estando à cabeça a actual líder(?) do PSD nos Açores e todo o seu directório de rapazinhos inexperientes e imberbes que nem sonham o que custa e custou ganhar uma Bandeira!

Contrariamente à tradição que o PSD tinha nesta Região - que era um partido comprometido com a Autonomia, havendo até uma geração mais velha bastante envolvida nas lutas pela Auto-Determinação dos Açores - hoje os responsáveis (esperamos que por poucos mais meses!...) pisam a nossa Autonomia e apresentam-se como os inimigos e os maiores adversários da nossa Terra, não se coibindo em colaborar em estratégias gizadas a partir do exterior.

Quando nalguns fóruns ou mesmo na imprensa local aparecem alguns nossos conterrâneos a contemporizar com toda deriva centralista e anti-social, ficamos perplexos, como é que as nossas élites (?) chegaram tão baixo.

As próximas eleições legislativas açorianas, ao contrário do que alguns «senadores» ou bem-pensantes escrevem e dizem, não são entre a personalidade A ou B; entre um que é novo(a) e o outro que é velho(a); e muito menos entre quem sabe falar inglês ou outro(a) que sabe tocar piano e falar francês.

A escolha é entre a Autonomia (e num futuro não muito distante a Auto-Determinação) e quem a defende acima de todas as coisas, e entre quem quer o regresso aos ex-distritos autónomos do tempo da outra senhora, quando estes não passavam de meras pagadorias controladas e às ordens de Lisboa.

domingo, 1 de abril de 2012

A MADEIRA SOB A DITADURA FISCAL E FINANCEIRA DE LISBOA

Hoje, dia 1 de Abril de 2012, a Região «Autónoma» da Madeira disse «adeus» às taxas de Iva antigas, ou seja um adeus às taxas do Iva aplicáveis às «regiões autónomas» insulares da República Portuguesa, as quais se traduziam numa diferença de -30% em relação às taxas do território continental português.

Neste momento estão já em vigor na Madeira as seguintes taxas: 22% (taxa normal); 12% (taxa intermédia) e 5% (taxa reduzida), conforme comunicado do Conselho de Ministros de 7 de Março de 2012, e que se situam em menos um ponto percentual em relação às taxas continentais.

Para além do IVA, sofrem agravamento uma vasta panóplia de impostos e de taxas, desde o IRS, IRC, Impostos Especiais s/ o Consumo, Impostos s/ os Produtos Petrolíferos, taxas portuárias, aeroportuárias e diversas taxas cobradas aos utentes de serviços públicos naquela Região «autónoma».

Aqui estão as consequências dum regime assente no despesismo, no clientelismo, na estatização da economia e do investimento e na atribuição de privilégios a uma vasta classe politica parasitária e nepotista.

A liderança politica da RA Madeira foi irresponsável e incompetente, colocando a Madeira no cepo sob a ameaça dos seus algozes do Terreiro do Paço.

Hoje, a Madeira, vive uma situação económica e social explosiva, e que poderá ter consequências politicas a muito curto prazo.

Este duríssimo agravamento da carga fiscal na RA Madeira, e que orça em cerca de 25%, não é só o maior aumento da Região enquanto «autónoma», como não tem precedentes na sua longa História, a não ser no tempo dos engenhos e o do regime de «colonia» vigente até ao 25 de Abril.

Nos Açores, apesar dalguns desvios ou bloqueios, verificados aqui e ali, vamos continuar a «beneficiar» da redução de 30% (IVA e IRC) e de 20% no IRS, o que prova que, em termos de condução das finanças públicas «regionais», se «Portugal não é a Grécia», os Açores também não são a Madeira e muito menos Portugal.

Sintomático tem sido o facto dos companheiros do Dr. AJJ, aqui nos Açores, continuarem a aplaudir de pé o Presidente do GRM, como aconteceu no último fim-de-semana em Lisboa, enquanto são impiedosos para os seus conterrâneos açorianos que têm responsabilidades governativas.

Uma situação muito eloquente e que mostra o carácter (ou a falta dele...) dalguma classe política local.

Para memória futura...