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quarta-feira, 23 de maio de 2012

POVO, TRADIÇÃO E IDENTIDADE (III)

Numa altura em que nos querem impingir intragável fast food cultural doutras paragens, quer através de televisões domesticadas, ditas nacionais, ou mesmo com a profusão da tiriricagem profissional que vem do exterior ou que proselita aqui ideias e programas adversos à nossa maneira de ser e de viver, é preciso levantar bem alto as nossas bandeiras e estimar os nossos queridos símbolos:


[Vídeo muito interessante sobre as Festas da mítica comunidade das Sete Cidades, Ilha de S. Miguel - AÇORES]

sábado, 12 de maio de 2012

SENHOR SANTO CRISTO DOS MILAGRES


[Hino do Senhor Santo Cristo]

Na cidade de Ponta Delgada estão a decorrer as festividades em honra do Sº Sº Cristo dos Milagres , o verdadeiro Senhor das Ilhas.

As cerimónias religiosas têm o seu ponto alto neste Sábado e amanhã, Domingo, com a realização da grandiosa e tradicional procissão do Sº Sº Cristo.

Este ano as cerimónias são presididas pelo Núncio Apostólico da Santa Sé em Portugal, D. Rino Passigato.

Segundo a Agência Ecclesia estão entre nós várias centenas de emigrantes açorianos, na sua grande maioria provenientes dos Estados Unidos da América, Canadá ou mesmo Brasil.

As festividades (profanas e religiosas) prolongar-se-ão durante a próxima semana, até à Quinta-Feira do Santo Cristo.

Algumas cerimónias e eventos podem ser seguidas em todo o Mundo através do site da Irmandade: www.santo-cristo.com/

Boas Festas a todos e uma boa estadia a todos os que nos visitam, dum modo muito especial os nossos emigrantes.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

POVO, TRADIÇÃO E IDENTIDADE


[Festa do Espírito Santo da Aliança Jorgense, San José- Califórnia: 23 de Maio de 2010]


* Música: Hino do Espírito Santo*



Tradicionalmente os meses primaveris de Maio e Junho são muito significativos e auspiciosos para nós, Açorianos.

É nestes meses, regra geral, que se festeja com muito entusiasmo, fé e tradição o culto ao Divino Espírito Santo e que é uma das mais poderosas marcas identitárias do Povo Açoriano, quer aqui nestas maravilhosas ilhas atlânticas, quer no Novo Mundo onde se radicou a nossa diáspora, desde a mais remota (Brasil e Califórnia) até à mais recente (Nova Inglaterra, Canadá, Bermuda).

Nalgumas ilhas já começaram os tradicionais impérios e as emocionantes coroações, e é neste tempo de promissão que nos faz recuar docemente aos nossos tempos de infância.

É também a partir do mês Maio que se inicia na ilha Terceira a temporada das touradas à corda, e que, pese embora alguma polémica, são uma tradição muito forte e popular naquela ilha e também noutras do grupo central, e que nada tem a ver com as estrangeiradas e bárbaras touradas de praça.

Por outro lado, na Ilha de S. Miguel é também no mês de Maio, regral geral, que se realizam as grandiosas festividades religiosas em honra ao Senhor Santo Cristo dos Milagres, um culto que já tem mais de três séculos, e que muito significado tem para todos nós, e num modo muito especial para os nossos emigrantes, que sempre que podem , regressam para cumprir as suas promessas e agradecer junto do Sº Sº Cristo todas as graças alcançadas.

De facto é nesta época do ano que a Açorianiedade - todo este conjunto de valores sociais, culturais e religiosos que nos identificam como um Povo que tem uma identidade e uma tradição - atinge o seu ponto mais alto, e que culmina na celebração cívica do Dia dos Açores, instituido precisamente na Segunda-Feira do Espírito Santo (dia da pombinha), como traço de união entre todas as ilhas , para honrar os nossos conterrâneos que mais se destacaram e para exaltar a nossa liberdade e os nossos valores culturais.

Para muitos, felizmente, estes rituais de exaltação da açorianiedade prolongam-se até ao dia 6 de Junho, data incontornável da nossa história recente, e que ainda não obteve o seu devido destaque na cronologia açoriana.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ONDE ESTÃO OS «TIRIRICAS» DE SERVIÇO E OS LACAIOS DE LISBOA?

Segundo notícias veiculadas pela RTP e outros orgãos de comunicação nacionais, a Região Autónoma dos Açores é a entidade pública que leva menos tempo a pagar aos seus fornecedores. Precisamente 19 dias, o prazo médio de pagamento.

No lado diametralmente oposto encontra-se a Região Autónoma da Madeira, cujo prazo médio de pagamento ascende a 694 dias, ou seja quase dois anos.

Muito pertinho da R.A. da Madeira encontram-se uma variedade de instituições e entidades dependentes do Governo da República e que fazem a vida feia muitos fornecedores, principalmente a pequenas e médias empresas.:

http://www.ionline.pt/dinheiro/estado-atrasa-pagamentos-prazo-recorde-no-ultimo-trimestre-2011
Hoje também o Açoriano Oriental online publicou uma notícia onde o Presidente do Governo dos Açores denuncia uma dívida de 37, 8 milhões de euros da ADSE ao Serviço Regional de Saúde e isto no seguimento dum comentário a umas hipotéticas e pequeninas dívidas do SRE a alguns hospitais do Continente.

Estas duas notícias, revelam, afinal de contas, uma gestão equilibrada das nossas finanças públicas, apesar de todos os constragimentos nacionais e até das novas dificuldades de acesso a financiamento bancário, as quais são suscitadas pelo lastimável estado das finanças públicas portuguesas.

É verdade que nos Açores estão a aparecer muitas e novas dificuldades, contudo, devemos ser honestos e equilibrados na análise ou na crítica.

Por isso estranho muito que os mesmos que constantemente levantaram (e continuam nessa empresa...) uma campanha de difamação contra os Açores e contra a sua situação financeira, estejam muito caladinhos e sonsos.

De facto é com muita consternação (e até raiva) que assistimos diariamente a esse tipo de campanhas negras, financiadas por Lisboa, com o objectivo de arrastar os Açores e os Açorianos para o atoleiro e para o lodaçal onde muitos já estão, como é o caso da Madeira e quase toda a estrutura do Estado Português.

Claro, se não fôssemos autónomos, Lisboa já tinha mandado para cá um fiscal ou um alto-comissário (apesar de permanecer por aí um representante..), mas se fôssemos independentes, esfregávamos na cara deles um proverbial manguito à Bordalo Pinheiro...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

MUITO QUEIJO POR UM ESCUDO






Uma das grandes causas que levaram «este» país à situação dramática em que está mergulhado, e que não é mais nem menos do que o limiar da bancarrota, foi a completa irresponsabilidade da classe politica portuguesa e de todas as ramificações do próprio Estado na gestão e/ou administração da «res publica».


Aqui, nos Açores, embora em escala muito menor e mais envergonhada, também aconteceram fenómenos estranhos de despesismo, clientelismo e negligência na administração dos recursos públicos.Muitos desses fenómenos - e que têm longevidade de décadas! - foram «importados» directamente do Continente ou aqui plantados pelos estados-maiores dos partidos portugueses.


Bastas vezes presenciámos animadas e ruidosas campanhas eleitorais onde a promessa fácil e a irresponsabilidade social e fiscal eram omnipresentes.Desde promessas de construção de polivalentes, de gimno-desportivos, cemitérios, marinas, avenidas do mar, croisettes, piscinas aquecidas, museus, centrais de camionagens, etc. até ao recrutamento de pessoal politicamente «desempregado», ou até à criação de emprego para os filhos e as filhas do compadre, do amigo, do patrão ou do correligionário.


Há casos tristemente anedóticos onde os autarcas «ofereceram» aos munícipes, blocos de cimento, tintas, telhas, asfaltagens de acessos,etc, etc,Noutros casos, nomeadamente nas legislativas, a coisa pia mais fino e muito solenemente sobe-se a parada das promessas.


Ora, é precisamente o que está acontecendo agora nos Açores, onde todos os partidos já começaram a apresentar o seu católogo de promessas, colecção Outono-Inverno.


Desses partidos, destaco hoje um , a delegação local do PSD de Lisboa, que pela sua megalomania, tem vindo a prometer coisas absolutamente fantabulásticas, desde duma espécie de «rendimento razoável assegurado» para jovens «empresários» até ao aumento do complemento social de pensão, passando até pela criação de emprego dirigido , sem esquecer os apoios generosos para isto, para aquilo, para aqueles, para aqueloutros, numa ânsia desmedida de agradar tudo e todos ao mesmo tempo.


Obviamente que grande parte destas promessas são autênticas falácias ou mesmo publicidade enganosa e que devia ter outras consequências.


Tudo é tão lindo e formoso, mas ainda não vimos nem ouvimos qualquer explicação técnico-científica, donde virá o dinheiro para tão lauto banquete e ainda não nos explicaram como é que se vai «ajudar» uns, enquanto se rapina outros, e ainda outros estão a ser triturados no rolo compressor que o Governo neo-comunista liberal de Lisboa pôs a funcionar e que certamente quererá estender a estas Ilhas, através dos seus procuradores locais.


Se a demagogia e a irresponsabilidade políticas pagassem imposto, certamente que os cofres da «Região» estariam a abarrotar...


Portanto, meus amigos, muito cuidado com os vendedores de banha da cobra, pois já diz o nosso Povo, na sua imensa sabedoria: quando a esmola é grande, o Santo desconfia...

sábado, 31 de março de 2012

AZORES FESTIVAL CHOIRS

No Teatro Micaelense, na cidade de Ponta Delgada, inicia-se hoje o AZORES FESTIVAL CHOIRS, tendo como convidado especial o conhecido maestro António Vitorino d'Almeida, ele próprio descendente de açorianos.

O concerto de abertura está a cargo da Associação Musical Açoriana Vox Cordis com a apresentação duma compilação de músicas norte-americanas sob a epígrafe «For Ever».

Até ao dia 6 de Abril participam ainda o «Coro Sinfónico Lisboa Cantat», com apresentação do espectáculo «Alma de Gente», baseado em canções regionais portuguesas e o coro Amici Musicae de Leipzig (Alemanha), que apresentará um espectáculo sob a epígrafe «From Leipzig to You», com um reportório assente em obras de música clássica.

No dia 6 de Abril os três coros reunem-se no Teatro Micaelense e encerrarão o Azores Festival Choirs, interpretando em conjunto o 1º e o 4º movimento da «Sea Simphony« de Vaughan Williams.

Mais um evento musical que coloca os Açores na rota dos grandes acontecimentos culturais europeus.

A não perder.

segunda-feira, 26 de março de 2012

ANATOMIA DUMA VENDETTA (I)

Já não constitui novidade para ninguém que desde a comunicação televisiva do PR num fim duma tarde de Verão (31.07.2008), pela qual Sexa alertava Portugal para as ousadias previstas no então Estatuto de Autonomia dos Açores (votado por unanimidade na ALA, saliente-se...), que o relacionamento da República com os Açores e vice-versa sofreu alterações profundas.

Nessa comunicação o PR afirmou que alguns artigos desse Estatuto punham em «risco sério o equilibrio institucional».

Nessa data o signatário encontrava-se no estrangeiro e foi através da EuroNews que tomámos conhecimento dessa comunicação e das suas consequências imediatas.

Por uns instantes - tal era a gravidade do momento e o semblante cerrado do respectivo orador! - pensei que os meus Açores tinham declarado unilateralmente a independência.

Hoje, quando confrontamos esse momento e os motivos evocados e elencados para anunciar o famigerado veto politico ao Estatuto, ficamos deveras perplexos e estarrecidos, com o que aconteceu a partir daí , e em especial nestes últimos tempos onde tem havido pontapés a eito na bucólica e tão mal tratada Constituição da República Portuguesa.

A verdade é que a partir desse momento as contradições do poder politico em Lisboa (maioria governamental e oposições) e as fintas institucionais entre os diversos orgãos de soberania (PR, AR e Governo Central) acentuaram-se , tendo como consequência imediata a ruptura dum consenso que tinha sido alcançado nos Açores.

Lembramos em especial a posição que os apoiantes do PR nos Açores assumiram a partir desse veto.

De apoiantes incondicionais do Estatuto, os cavaquistas locais começaram a roer a corda e progressivamente foram aderindo às teses do PR, transportando este facto politico para a luta politica interna nos Açores, fragilizando a nossa posição em relação à República.

Nunca fomos entusiastas desta Autonomia, todavia não deixamos de reconhecer que para atingirmos pacifica, democrática e conscientemente um grau superior de autonomia ou de auto-determinação, é necessário percorrer uma longa caminhada (step by step).

E o que sucedeu a partir desse momento foi a paragem nesse processo, ao qual alguém já o tinha apelidado de progressivo.

Inclusivamente, o Estatuto foi expurgado da expressão jurídica «Povo Açoriano», como as pessoas que aqui nasceram, viveram, defenderam estas ilhas e que construiram uma identidade própria, fossem confundidas com os habitantes dalgum subúrbio continental (com todo o respeito que temos por eles!) e que como sabemos não têm raízes históricas ou culturais ao lugar.

E foi a partir desse momento que os bloqueios institucionais, associados à eclosão da grave crise económica e financeira que ainda estamos a viver, foram surgindo paulatinamente nos Açores e contra os Açores.

Não é por acaso que a partir dos finais de 2008 até à actualidade, temos vindo a assistir a uma crescente animosidade contra os Açores; a uma inveja da nossa autonomia e da nossa maneira de viver e a uma crescente agit-prop, alimentada por algumas instituições nacionais, por muitos grupos de comunicação social e em especial muitos comentadores (ex-governantes e não só..) com avença em dia.

Infelizmente, nessa guerra montada e planeada contra os Açores, houve a colaboração e a participação de muitos dos nossos conterrâneos.

(cont.)


Figura: Mapa-mundi com as rotas marítimas percorridas pelo nosso navegador solitário, Sr. Genuíno Madruga, numa das suas viagens de circum-navegação.

domingo, 25 de março de 2012

TERMO DE ABERTURA


Azores Forever é um espaço público vocacionado para defesa intransigente dos Açores e do Povo Açoriano, o qual deve exercer a sua soberania sobre estas nove maravilhosas Ilhas e sobre o seu vasto Mar oceânico.

Aqui apresentaremos regularmente opiniões, reflexões, estudos e documentos relacionadas com os Açores, dentro duma óptica eminentemente açoriana e animados pela epígrafe que guiou os primeiros Autonomistas nos finais do Século XIX : «Livre Administração dos Açores pelos Açorianos».

Não nos move qualquer motivação partidária ou restritamente ideológica.

O que nos move fundamentalmente é o nosso grande amor por esta terra abençoada por Deus e a defesa da nossa Cultura, História, Tradições e Identidade dum Povo que habita esta área do Atlântico Norte há mais de cinco séculos.

Aqui não falamos mal dos Açores. Contudo, não nos calaremos contra as injustiças que vão sendo praticadas (principalmente aquelas que vêm do exterior) e contra todos aqueles que não respeitam os nossos Direitos Históricos e Culturais.

Os Açores actualmente estão numa encruzilhada histórica e quandoalgumas entidades, alimentadas a partir do exterior pretendem pôr a «pata» sobre a nossa Terra e o nosso Povo, o nosso Dever é estarmos alertas e vigilantes.

Afinal de contas, Acima dos Açores Só Deus!