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sábado, 21 de abril de 2012

TADINHA, ELA SÓ VAI TER DOIS MESES DE CAMPANHA!...

Uma das características da nossa actual classe política é a sua capacidade extraordinária de mentir, intrujar e gozar na cara do eleitor.

Ainda ontem vimos e ouvimos na RTP-Açores, a líder do principal partido da oposição nos Açores, a afirmar que só sairia do cargo público que actualmente desempenha (Presidente da CMPDL) lá para o final do mês de Julho, pois segundo a ilustre candidata a PdGA, dois meses (Agosto e Setembro) seriam suficientes para a campanha eleitoral.

Descontando o facto da referida senhora querer aproveitar algum protogonismo pessoal durante o corso carnavalesco que ocorre no mês de Julho em PDL, usando e abusando duma tradição religiosa e popular dos açorianos e que já mereceu vigorosa censura de vários responsáveis clericais e leigos da Igreja Católica, o que mais nos choca nessas declarações é o facto de ser dito que dois meses eram suficientes para a campanha das próximas eleições legislativas açorianas!

Então, não tem sido campanha eleitoral (primeiro, interna no seu próprio partido; três ou quatro anos na campanha contra os Açores e os seus orgãos de governo próprio) que a referida senhora tem vindo a fazer, ela e toda uma estrutura camarária paga pelos contribuintes e munícipes de Ponta Delgada?

Não é por acaso que o concelho de Ponta Delgada é um dos mais atrasados dos Açores, desde as coisas mais básicas (recolha de resíduos, limpeza e higiene, apoio ao comércio tradicional que já está farto de tanto parquímetro, taxas, multas e emolumentos ou caminhos municipais nas freguesias rurais que mais parecem grotas) até à inexistência duma política urbanística de qualidade.

Hoje Ponta Delgada e a sua cintura residencial e edificada é uma amálgama de construções que mais parece um subúrbio de Lisboa do que uma cidade com história, pergaminhos e tradição.

E não é por falta dos munícipes pagarem cada vez mais impostos (IMIS, IMTs, etc), taxas, licenças e tantas alcavalas.

Se a referida senhora não tivesse andado todos estes anos em frenética e calculada campanha eleitoral, talvez Ponta Delgada e todo o concelho, pudesse ter uma outra fisionomia social, patrimonial e cultural e talvez tivesse atingido a qualidade urbanística da sua congénere da Madeira, a cidade do Funchal.

Apetece perguntar, mais campanha eleitoral, para quê?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

UMA ENCENAÇÃO FALHADA














No Termo de Abertura deste blogue declarámos, para os devidos e subsequentes efeitos, que não estávamos engajados a qualquer força partidária regional oficialmente instituida, porquanto rejeitamos à partida qualquer militância num qualquer partido dito nacional.

O nosso partido é, e só é os Açores! Isto não significa que não tomemos partido por este ou por aquela; ou por qualquer organização ou movimento que tenha como objectivo a defesa, a promoção e o desenvolvimento da nossa Terra.

E muito menos seremos neutros quando está em jogo o bom nome dos Açores, das suas gentes e dos seus interesses principais.

Feita esta declaração de interesses, foi com muita tristeza e mágoa que assistimos parcialmente a alguns flashs e a notas de reportagem da nossa comunicação social no que concerne ao Congresso regional do PSD , que teve lugar este fim-de-semana em Ponta Delgada.

Depois duma apresentação nacional no Congresso do PSD em Lisboa, que se saldou num perfeito fiasco, era expectável que a líder do PSD regional viesse a ter uma performance mais consentânea com o cargo que pretende ocupar.

Infelizmente, e não obstante uma coreografia minuciosamente preparada, desde a moldura de jovens imberbes a agitar bandeirinhas da região autónoma (para quem conhece a simbologia açoriana, aquelas não são as bandeiras dos Açores!...) até a uma plateia de notáveis da brigada do reumático local, passando pelos seus sponsors que vieram propositadamenre de Lisboa, a líder local do PSD e candidata a Presidente do Governo Regional, fez um discurso de abertura recheado de amnésia selectiva, revanchismo, ódio visceral ao seu adversário e desrespeito pelas regras democraticas, entre as quais se incluem dignidade, honestidade intelectual e até sentido de estado, uma vez que o cargo que pretende ocupar assim o obriga.

Nisso, a líder local do PSD, foi igual aos seus municiadores/financiadores/teorizadores de Lisboa, que no Congresso Nacional passaram todo o tempo a malhar no inginheiro ausente em em Paris, enquanto ela passou o tempo a vituperar no seu principal adversário que está ausente em Washington.

O que se passou naquele Congresso, ultrapassou tudo o que é razoável, tendo em atenção que estavam a ser discutidos assuntos que interessam à nossa Terra, os Açores.

Numa altura em que a Autonomia -aquela pouca que nos foi outorgada! - está sob ataque cerrado das forças centralistas, colonialistas e revanchistas de Lisboa e arredores, a líder do PSD local - e que tem o dever de defender os Açores-, furtou-se a essa obrigação, e ao invés, ela e os seus companheiros de partido preferiram atacar soezmente os seus adversários açorianos, e com isso, dando mais argumentos para Lisboa fazer aqui o que já faz na Madeira, sem já falar na desvatação que grassa na Península.

Já não bastava a inventona da famigerada «dívida» dos Açores e toda uma agit-prop alicerçada na má-língua, no insulto, na guerrilha politica e no populismo mais básico, para que ainda fossemos testemunhas deste vil colaboracionismo com os centralistas e colonialistas de Lisboa.

Não disse nem uma palavrinha contra Lisboa. Nem se queixou da rapina fiscal que está a ser implementada; dos cortes orçamentais e salariais; do ataque às freguesias; do bloqueio financeiro da República à Região e à nossa economia privada. Não se queixou das medidas neo-comunistas liberais que o Governo de Lisboa está empreender e que está a devastar a economia e todo o tecido social,etc,etc.

Acusou sim, quem, melhor numas vezes ou pior noutras, tenta defender os Açores e obter o máximo de meios para a nossa sociedade insular.

Tão cedo, os açorianos, que estiveram atentos minimamente ao que sucedeu naquele conclave partidário regional, se esquecerão das infâmias e dos insultos lá proferidos contra cidadãos açorianos, nossos compatriotas, para gozo e deleite daquela gajada de Lisboa.

Deus não dorme.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

MUITO QUEIJO POR UM ESCUDO






Uma das grandes causas que levaram «este» país à situação dramática em que está mergulhado, e que não é mais nem menos do que o limiar da bancarrota, foi a completa irresponsabilidade da classe politica portuguesa e de todas as ramificações do próprio Estado na gestão e/ou administração da «res publica».


Aqui, nos Açores, embora em escala muito menor e mais envergonhada, também aconteceram fenómenos estranhos de despesismo, clientelismo e negligência na administração dos recursos públicos.Muitos desses fenómenos - e que têm longevidade de décadas! - foram «importados» directamente do Continente ou aqui plantados pelos estados-maiores dos partidos portugueses.


Bastas vezes presenciámos animadas e ruidosas campanhas eleitorais onde a promessa fácil e a irresponsabilidade social e fiscal eram omnipresentes.Desde promessas de construção de polivalentes, de gimno-desportivos, cemitérios, marinas, avenidas do mar, croisettes, piscinas aquecidas, museus, centrais de camionagens, etc. até ao recrutamento de pessoal politicamente «desempregado», ou até à criação de emprego para os filhos e as filhas do compadre, do amigo, do patrão ou do correligionário.


Há casos tristemente anedóticos onde os autarcas «ofereceram» aos munícipes, blocos de cimento, tintas, telhas, asfaltagens de acessos,etc, etc,Noutros casos, nomeadamente nas legislativas, a coisa pia mais fino e muito solenemente sobe-se a parada das promessas.


Ora, é precisamente o que está acontecendo agora nos Açores, onde todos os partidos já começaram a apresentar o seu católogo de promessas, colecção Outono-Inverno.


Desses partidos, destaco hoje um , a delegação local do PSD de Lisboa, que pela sua megalomania, tem vindo a prometer coisas absolutamente fantabulásticas, desde duma espécie de «rendimento razoável assegurado» para jovens «empresários» até ao aumento do complemento social de pensão, passando até pela criação de emprego dirigido , sem esquecer os apoios generosos para isto, para aquilo, para aqueles, para aqueloutros, numa ânsia desmedida de agradar tudo e todos ao mesmo tempo.


Obviamente que grande parte destas promessas são autênticas falácias ou mesmo publicidade enganosa e que devia ter outras consequências.


Tudo é tão lindo e formoso, mas ainda não vimos nem ouvimos qualquer explicação técnico-científica, donde virá o dinheiro para tão lauto banquete e ainda não nos explicaram como é que se vai «ajudar» uns, enquanto se rapina outros, e ainda outros estão a ser triturados no rolo compressor que o Governo neo-comunista liberal de Lisboa pôs a funcionar e que certamente quererá estender a estas Ilhas, através dos seus procuradores locais.


Se a demagogia e a irresponsabilidade políticas pagassem imposto, certamente que os cofres da «Região» estariam a abarrotar...


Portanto, meus amigos, muito cuidado com os vendedores de banha da cobra, pois já diz o nosso Povo, na sua imensa sabedoria: quando a esmola é grande, o Santo desconfia...