quarta-feira, 23 de maio de 2012

POVO, TRADIÇÃO E IDENTIDADE (III)

Numa altura em que nos querem impingir intragável fast food cultural doutras paragens, quer através de televisões domesticadas, ditas nacionais, ou mesmo com a profusão da tiriricagem profissional que vem do exterior ou que proselita aqui ideias e programas adversos à nossa maneira de ser e de viver, é preciso levantar bem alto as nossas bandeiras e estimar os nossos queridos símbolos:


[Vídeo muito interessante sobre as Festas da mítica comunidade das Sete Cidades, Ilha de S. Miguel - AÇORES]

terça-feira, 22 de maio de 2012

POVO, TRADIÇÃO E IDENTIDADE (II)



[Folias de S. Miguel pelo grupo de Foliões da Bretanha, actuando na mítica freguesia das Sete Cidades para o programa «Verão Total» do Canal 1 da RTP.]


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Estes grupos de foliões são presença obrigatória nas festas e cortejos em honra do Divino Espírito Santo.
Ao som da folia, composta por ferrinhos, tambor e violas, segue o cortejo pelas ruas da freguesia, conforme usos e costumes de cada comunidade, e até quando há distribuição das famosas «sopas do Espírito Santo», lá estão os Foliões para animar os presentes e agradecer todas as dádivas ao Divino Espírito Santo]

OFERTA DUMA COROA DO ESPIRITO SANTO À CASA DOS AÇORES DA ILHA DE SANTA CATARINA (BRASIL)



[Cerimónia da oferta duma Coroa do Divino Espírito Santo pelos três Municípios da Ilha do Pico à Casa dos Açores do Estado de Santa Catarina (Brasil), aquando das Festas da Terça-Feira do Espírito Santo da vila da Madalena do Pico a 13 de Maio de 2008.Oferta abrilhantada com os sons do açorianíssimo Hino do Espírito Santo. Uma produção Video Digital Faria]

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Nesta cerimónia esteve presente a Drª Lélia Pereira da Silva Nunes, professora, escritora e investigadora da presença dos Açorianos na Ilha de Santa Catarina e do Estado com o mesmo nome. A cerimónia, embora simples,teve muito simbolismo e foi demonstrativa dos laços culturais e de sangue que unem os Açores e Santa Catarina, no Brasil.

A entrega foi efectuada pela então Presidente da Associação dos Municípios da Ilha do Pico, Sara Maria Alves Rosa dos Santos à Presidente da Casa dos Açores da Ilha de Santa Catarina, Carin Heloisa Hahn da Silva Machado.

Testemunhos duma história comum que devemos acarinhar e alimentar.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A BANDEIRA DO DIVINO JÁ ANDA NAS RUAS DE SANTO AMARO DA IMPERATRIZ (SANTA CATARINA)



[Desfile das Bandeiras do Divino e do Cortejo Imperial (2011)pelas ruas da cidade de Santo Amaro da Imperatriz, Estado de Santa Catarina-Brasil ao som da filarmónica da Sociedade Musical e Cultural de Santo Amaro. Uma produção do Sr. Sebastião da Cruz]

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Para este ano da graça de 2012 o programa das Festas do Divino nesta cidade catarinense é o seguinte e pode ser consultado no site oficial das Festas do Divino Espirito Santo /Santo Amaro da Imperatriz-SC:


Como vêm as tradições açorianas e o culto ao D.E.S estão bem vivas em Santa Catarina no Brasil, trazidas e acarinhadas pelos nossos antepassados que povoaram e colonizaram aquele Estado.

Nestas Festas nota-se muito empenho, devoção, autenticidade e animação, às vezes muito superior ao local de origem (Açores), aliás como também acontece na Califórnia, Nova Inglaterra e Canadá.

Saibamos preservar, aqui nos Açores, o legado e o espírito popular das nossas tradicionais Festas em Honra e Louvor ao Divino Espírito Santo e não corrompê-las com eventos apimbalhados ou corsos carnavalescos extemporâneos e martelados para efeitos de vaidades profanas, como acontece em Ponta Delgada num determinado evento proto-turístico promovido no mês de Julho por uma entidade politico-administrativa (CMPDL).

Saibamos respeitar os fundamentos do culto ao Divino Espírito Santo!

FESTA E CULTURA AÇORIANA NO ESTADO DE STA CATARINA: GLÓRIA AO DIVINO ESPÍRITO SANTO!




[Festa do Divino.2010 na Paróquia de Nª Sª das Dores em Jaguaruna - SC-Brasil.

Mais um vídeo produzido pelo Sr. Guilherme Pereira da Costa sobre as festividades do Divino Espírito Santo e sobre a Cultura Açoriana naquele estado austral brasileiro. Fogo preso e cortejo imperial ao som da Filarmónica Amor à Pátria de Jaguaruna]

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«Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra...»

SERÁ QUE LISBOA PRETENDE TRANSFORMAR A EX-RTP AÇORES NUM CANAL DE ESGOTO DA PRODUÇÃO «NACIONAL»?

Como já foi noticiado, está para breve a implementação da famigerada janela de quatros horas para a programa do canal (RTP) que já foi dos Açores.


Tudo leva a crer que essa medida de gestão (?) será implementada a partir do próximo mês de Junho, embora haja ainda algum mistério em relação à programação ou conteúdos a introduzir nesse canal.

Pelo que já veio a lume, aliás pela voz do próprio apresentador, o popular programa «Bom Dia Açores» acabará no próximo dia 1 de Junho, uma sexta-feira.

Em post anterior já nos referimos quanto à importância deste programa para as nossas populações, devido à sua variedade temática, espontaneidade, participação e actualidade noticiosa sobre as nossas comunidades e ilhas.

Para além deste programa, outros houve e outros ainda há que são autêntico serviço público para os Açores, uma vez que a nosso arquipélago tem as suas especificidades e até as suas necessidades de informação que não se compadece com as prioridades noticiosas nacionais ou mesmo mundiais. Para isso há uma outra grande variedade de canais internacionais que transmitem essas notícias com mais profissionalismo, transparência e isenção.

Convém lembrar que a ex-RTP Açores foi implantada cá ao abrigo dum vasto pacote de reinvindicações junto do Estado Central e como um instrumento da nossa própria Autonomia, mais tarde outorgada constitucionalmente.

Durante muitos anos a RTP Açores foi um veículo fundamental de dinamização cultural e social e foi principalmente uma poderosa ferramenta para a nossa ambicionada e indispensável unidade regional.

Com a RTP Açores, os habitantes das Flores e do Corvo, ficaram a conhecer melhor o que se passava nas ilhas de Sta Maria, S. Miguel ou Terceira, e vice-versa.

Tudo isto - e com este canal que já foi dos Açores - vai acabar!

Um dos grandes argumentos apresentados pela tutela (Governo de Lisboa) deste canal (que já foi dos Açores) , e que é propriedade do Estado Português, é que é necessário reduzir custos....

Ora, tudo isto é uma falácia. Uma coisa é melhorar, racionalizar ou optimizar a gestão dos recursos postos à disposição da RTP e que são pagos pelos contribuintes, incluindo os açorianos, através das taxas do audio-visual, das publicidades, etc; outra coisa é simplesmente cortar ou extinguir serviços de forma cega, e até ofensiva, como tem sido o caso da ex-RTP Açores.

O que é que nós vemos? Vemos a RTP extinguir a autonomia dos centros regionais dos Açores e da Madeira e até rescindir o contrato que tinha com a EuroNews, um canal europeu de qualidade e isenção informativa.

Por outro lado continua tudo na mesma: os ordenados milionários e os cachetes escandalosos para uma casta especial que vegeta na RTP; continua também os programas de lixo informativo e recreativo, desde doses industriais de futebol (agora no mês de Junho vai ser um verdadeiro inferno!), telenovelas e seriados de 7ª categoria, programas com os tiriricas nacionais com comendas ao peito, programas nocturnos com ralé e deliquentes, etc, etc...

É esta a produção nacional - vulgo serviço público - que a televisão portuguesa quer meter no novo canal criado para as Ilhas Adjacentes?

E por que é que não metem esses conteúdos e todo esse lixo nacional informativo e recreativo no dito cujo?

Espero que os Açorianos dêm a resposta adequada a mais esta prepotência dos centralistas de Lisboa e a mais este ataque à nossa Autonomia.

domingo, 20 de maio de 2012

TIMOR LESTE - 10 ANOS DE INDEPENDÊNCIA



[Hino Nacional de Timor-Leste]

Refrão:

«Pátria, pátria, Timor-Leste nossa nação,

Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação»

Música de Afonso Redentor Araújo; Letra de Borja da Costa

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Hoje, dia 20 de Maio, faz precisamente dez anos que Timor Leste restaurou a sua plena independência perante a comunidade das Nações.

Depois de séculos de abandono e colonialismo (suave) português; ocupação selvática japonesa durante a II Guerra Mundial; processo atribulado de descolonização em 74/75 que acabou em guerra civil e numa ocupação sanguinária do seu grande vizinho indonésio (com a cumplicidade das grandes potências à época); depois de muito abandono e traição de Portugal (durante o PREC e até à década de 90) em relação ao povo sofrido de Timor Leste, finalmente o Povo heróico de Timor conseguiu a sua libertação e a sua independência.

Foi o massacre no cemitério de Santa Cruz - relatado e filmado pelo jornalista Max Stahl para todo o mundo - que deu grande impulso à luta pela independência de Timor no final da década de 90 do século passado, quando já muitos consideravam o território como a 27ª província da Indonésia.

Mercê duma conjuntura internacional muito favorável; do grande empenho do governo português chefiado pelo Engº António Guterres e do próprio Presidente Jorge Sampaio; do empenho e compromisso do Presidente americano Bill Clinton, o que muito valeu as relações pessoais que este tinha com o PM português; da mobilização da Igreja Católica e da própria sociedade civil portuguesa; e principalmente da resistência heróica , cultural e religiosa dos timorenses, Timor Leste aproveitou, finalmente, esta janela de oportunidade e conseguiu alcançar a sua Libertação e Independência.

Nesse processo devemos realçar a participação dum açoriano, o Dr. Jaime Gama, à data Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e que fez um trabalho diplomático notável com vista a redimir Portugal dos erros passados e a repôr justiça e dignidade na vida dos nossos irmãos timorenses.

Apesar de muito longíquo, Timor Leste, outrora Timor Português, teve sempre grandes e afectivos relacionamentos com os Açores e Açorianos.

Basta recordar a presença de muitos sacerdotes, missionários, professores, funcionários públicos e militares oriundos destas ilhas açorianos e que muito contribuiram para o desenvolvimento cultural e social de Timor. Inclusivamente existem muitos laços de sangue entre açorianos e timorenses.

O primeiro bispo em Timor (Diocese de Dili) foi D. Jaime Goulart, natural da freguesia da Candelária, Ilha do Pico, e que o signatário teve a felicidade de conhecer, falar e privar com tão ilustre personalidade.

Ainda recentemente passou pelos Açores, o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, e que regressou ao nosso arquipélago passados 35 anos, onde estudou durante dois anos na nossa Ilha do Pico.

Segundo Zacarias da Costa, em declarações à imprensa em Ponta Delgada : «Queria passar pelos Açores para homenagear as pessoas que me trouxeram para cá, mas também o Povo Açoriano, pela ligação histórica e afectiva com Timor Leste».

Neste 10º Aniversário da Independência de Timor-Leste, daqui desta tribuna, enviamos as nossas mais sinceras felicitações para o Povo de Timor e para as suas autoridades, democraticamente constituidas.