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segunda-feira, 28 de maio de 2012

O DIA DOS AÇORES

Hoje, Segunda-Feira do Espírito Santo, carinhosamente denominada o «Dia da Pombinha», é feriado no nosso arquipélago e comemora-se o Dia dos Açores.


Instituido no decurso da actual Autonomia democrática, outorgada constitucionalmente em 1976, este dia feriado e festivo é muito anterior à própria vigência da própria Região Autónoma, e foi sempre celebrado transversalmente por todas as ilhas e por toda sociedade açoriana, como símbolo da nossa identidade cultural, espiritual, geográfica, étnica e social.


Neste dia comemora-se os Açores em toda a sua plenitude e aquela realidade político-cultural e telúrica a que Vitorino Nemésio designou por Açorianidade.


Embora alguns, ainda com preconceitos politico-culturais ou sofrendo do síndroma de Estocolmo, designem este dia por Dia da Região, numa clara alusão ao Dia da Região Autónoma (uma realidade jurídica em construção e provavelmente efémera), a verdade é que este dia é muito, e muito mais do que isso, porquanto os Açores são muito mais do que uma região, por muito respeito que tenhamos pelas «regiões económicas», «regiões demarcadas», «regiões de turismo», regiões disto e daquilo.


Os Açores são uma identidade cultural, social, religiosa, politica, histórica e geográfica distinta das demais e possui um património imaterial digno de qualquer nação.


Comemoremos, portanto, com ânimo, empenho e dignidade o Dia dos Açores, o Dia da Pátria Açoriana.

domingo, 29 de abril de 2012

RANCHO DE AMOR À ILHA



«Rancho de Amor à Ilha», é o hino oficial da cidade de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina (Brasil) e situada na Ilha com o mesmo nome.
Letra e música são da autoria de Cláudio Alvim Barbosa (Zininho), aqui interpretado neste vídeo por Julie Philippe e Wagner Segura, tendo como décor a Fortaleza de S. José da Ponta Grossa, na Ilha de Santa Catarina.

«Um pedacinho de terra,
perdido no mar!
Num pedacinho de terra,
beleza sem par
Jamais a natureza
Reuniu tanta beleza
Jamais algum poeta
Teve tanto pr'a cantar
........................................»

A Ilha de Santa Catarina, também é, por afectos, história, fisionomia, cultura e tradição uma ilha do universo açoriano.
É uma ilha com 424,4 Km2 (um pouquinho menos do que a nossa Ilha do Pico) e que a partir de meados do século XVIII, recebeu expressivos contigentes de açorianos, com o patrocínio da corôa portuguesa, com vista a povoar, ocupar e delimitar fronteiras.
Hoje em dia são bem visíveis em toda a ilha os vestígios culturais, patrimoniais, étnicos, folclóricos, religiosos e até gastronómicos do povoamento desta ilha pelos nossos antepassados.
Afinal, os Açores não são só 9 ilhas perdidas no meio do Atlântico Norte...
São um povo e uma nação.