domingo, 2 de setembro de 2012

O VOO DO MILHAFRE (X) - «A NOTÓRIA DIFERENÇA»

As Eleições Legislativas Açorianas estão aí à porta, e é bom que tenhamos a lucidez suficiente para separarmos o trigo do joio.Neste eloquente post do Sr. João Pacheco de Melo esse exercício é feito e indica-nos qual o caminho que neste momento devemos optar, ou seja: ou voltamos ao Passado ou apostamos no Futuro. Não há, neste momento 3ª via:

«A NOTÓRIA DIFERENÇA»
http://olugardapontadelgada.blogspot.pt/2012/09/a-notoria-diferenca.html


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O VOO DO MILHAFRE (IX): «QUE ESTRANHA FORMA DE DEFENDER A AUTONOMIA»

Nesta rubrica privativa «O Voo do Milhafre» priveligiamos um denso e esclarecedor artigo de opinião do Sr. Gustavo Moura - um defensor da primeira hora da Causa Açoriana - publicado hoje no «Correio dos Açores» que se publica em Ponta Delgada.


«QUE ESTRANHA FORMA DE DEFENDER A AUTONOMIA»

É PRECISO ESTARMOS VIGILANTES, ANTES QUE A TRAGÉDIA QUE ESTÁ ACONTECENDO EM PORTUGAL NOS BATA À PORTA!

domingo, 22 de julho de 2012

ESTÁ ENTRE NÓS UM «ESTADISTA»....

Como é habitual nos períodos que antecedem importantes actos eleitorais, o Arquipélago dos Açores é visitado pelos principais líderes dos partidos portugueses que «operam» aqui na «Região».

Hoje, e na sequência doutras visitas eleitoralistas, o líder do PP (ex-CDS) esteve e está entre nós, participando num evento partidário promovido pela delegação «regional» da Ilha Terceira.

Não vemos mal nenhum nestas visitas de dirigentes partidários nacionais, quando elas têm como objectivo a defesa do interesse dos Açores. Somos um povo e uma região hospitaleira e serão bem-vindos todos os que vierem por bem.

Não é o que acontece com este líder partidário, que no exercício das suas funções «governativas» (Negócios Estrangeiros e diplomacia económica) não está a tratar dos assuntos açorianos como devem ser tratados. É o caso da Base das Lajes; da nossa Zona Económica Exclusiva; da deslocação dos serviços consulares da emigração norte-americana para Paris; da tributação dos nossos emigrantes em territórios considerados »off-shores» (Bermudas); já para não falar do plano que têm já gizado para os Açores e que consiste no corte de verbas do OE e na extinção de vários serviços tipificados como de «soberania».

Ao invés, o Sr. Dr. Paulo Portas, anima as hostes locais, utilizando a mais boçal demagogia e populismo rasca, ao diabolizar o «RSI», atacando na generalidades os beneficiários deste tipo de ajuda social (explorando indecentemente a excepção e não a regra), enquanto não diz uma palavra para aqueles que mamam da República e do Estado Sucial Português elevadas quantias a título de contratos, paracerístiscas, nomeações de «boys&girls» para as assessorias minesteriais ou «comissões» nas privatizações em curso.

Também não diz nada quanto à rapina fiscal em curso e muito menos quanto à politica de devastação económica e social em curso na República e que afecta obviamente os Açores.

Ora, é preciso ter muita lata, e até acho escandaloso que haja açorianos que dêm guarida a este fala-barato e anti-açoriano.

Para memória futura....

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O VOO DO MILHAFRE (VIII) - «AVANÇAR SIM; REGREDIR NÃO!»

Pela sua extrema actualidade e quando está em curso nos Açores, dirigida e financiada a partir do exterior e com cumplicidades locais, uma campanha de mistificação, de manipulação e ataque concertado às nossas prerrogativas autonómicas, linkamos aqui um elucidativo post do Sr. João Pacheco de Melo, cliente habitual desta série - e publicado, quer no Açoriano Oriental quer no seu blogue pessoal , O Lugar da Ponta Delgada:

AVANÇAR, SIM, REGREDIR NÃO!
http://olugardapontadelgada.blogspot.pt/2012/07/avancar-sim-regredir-nao.html

Eloquentemente o distinto autor remata, e a propósito dos centralistas de Lisboa, antigos e actuais: «Até porque estes senhores insistem fingir desconhecer que, tal como nos ensina a História, foram (e são) sempre mais as ajudas idas dos Açores para Portugal do que as vindas de sentido contrário

domingo, 8 de julho de 2012

FESTA, CULTURA E TRADIÇÃO (II) - CAVALHADAS DE S.PEDRO (RIBEIRA GRANDE)



[Cavalhadas de S. Pedro- 2012. Um vídeo produzido pela Câmara Municipal da Ribeira Grande]

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No seguimento deste item - Festa, Cultura e Tradição - hoje destacamos as Festas de S. Pedro da Cidade da Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, onde se destaca pela sua singularidade e tradição as Cavalhadas de S. Pedro.

sábado, 7 de julho de 2012

O VOO DO MILHAFRE (VII) - «NÃO À POLITICA SUJA»

À medida que se aproxima o próximo acto eleitoral - Legislativas Açorianas -, marcadas para Outubro p.f. - o ambiente politico-partidário está ao rubro. Diariamente somos massacrados por declarações, promessas, desmentidos, conferências de imprensa e pior do que tudo, insultos nos jornais, nas televisões, nos blogues, nas redes sociais e até - pasme-se- no próprio Parlamento Açoriano, onde há dias um deputado não se coibiu de apelidar um Secretário Regional de «caloteiro».

Os nossos politicos, duma forma geral, demonstram que nada aprenderam com as causas da grave crise que assola o nosso Arquipélago, Portugal, a Europa e grande parte do mundo ocidental.

Num mimetismo assaz pindérico, muito dos nossos politicos, militantes de partidos portugueses que operam na Região, tentam aplicar aqui na Região, em desconsideração grosseira pela especificidade cultural do nosso Povo, as mesmas receitas, o mesmo chulé eleitoralista, as mesmas promessas e até as mesmas mentiras muito habituais na pulhítica em Portugal, um país moral e socialmente devastado e destruido pela corrupção e saque organizado.

O Sr. Carlos Rezende Cabral - militante acérrimo da Causa Açoriana - aborda estas questões com muita oportunidade e assertividade num artigo publicado a 5 de Julho no «Correio dos Açores» (online) e que tomamos a liberdade de linkar nesta epígrafe denominada O Voo do Milhafre:

NÃO Á POLITICA SUJA


Quase no final o distinto articulista interpela os seus leitores :«Porque não se cultiva na nossa sociedade o orgulho de ser Açoriano?»

Uma questão pertinente quando diariamente somos agredidos com insultos à nossa Terra, aos nossos Orgãos de Governo Próprio, à nossa Identidade e - por que não dizê-lo à nossa inteligência.

Se queremos ser autónomos - e quiçá independentes! - temos que pautar pela diferença em relação ao padrão portugês vigente, que é como se sabe um padrão de baixíssima qualidade.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

5 DE JULHO, DIA NACIONAL DE CABO VERDE



[Hino de Cabo Verde]

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No passado dia 4 de Julho assinalámos aqui neste blogue o Dia da Independência da Grande Nação Americana.

Curiosamente, no dia seguinte, ontem 5 de Julho, comemorou-se o Dia Nacional duma das mais jovens e pequenas nações: Cabo Verde, um país insular, arquipélago-irmão no âmbito da Macaronésia e também irmanado connosco por laços históricos, culturais e até de sangue.

Desta forma felicitamos todos os cabo-verdianos que estão entre nós, desejando para o seu jovem e democrático país as maiores felecidades e prosperidades.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

JULY 4 - DIA DA INDEPENDÊNCIA DOS E.U. DA AMÉRICA



[Stars and Stripes Forever», marcha da autoria de John Philip de Sousa, grande maestro compositor americano, descendente de pai açoriano e mãe alemã, e que é um dos símbolos culturais da América de Sempre e Profunda. John Philip de Sousa é presença diária neste blogue através da barra de vídeo musical no canto direito do mesmo]

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Hoje comemora-se mais um aniversário da Independência da grande Nação Americana, à qual os Açores e os Açorianos estão intimamente ligados por laços de sangue e laços culturais, desde os primórdios da sua fundação.

Os EUA têm sido, ao longo da nossa História, para nós, quase como uma 1ª pátria, pois foram eles que acolheram dezenas e talvez centenas de milhares de açorianos e muitas vezes é que veio em nosso auxílio e nos matou a fome.

GOD BLESS AMERICA!

sábado, 30 de junho de 2012

UMA HOMENAGEM AOS NOSSOS EMIGRANTES



[O Emigrante, um hit interpretado por Carmen Silva e muito popular junto da nossa emigração há umas boas décadas atrás. Um vídeo com imagens duma época que não deixa saudades e quando éramos humilhantemente governados a partir de Lisboa]

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Estamos no início do Verão e já notamos nas nossas ilhas a presença de muitos dos nossos emigrantes, seus descendentes e familiares mais próximos, em visita à sua terra natal, para um merecido descanso e participação em muitas das nossas festividades cívicas e religiosas.


Nunca é demais lembrar o contributo dos nossos Emigrantes para o desenvolvimento da sua amada Terra Açoriana e para a sua dignificação lá para as terras do Novo Mundo.

Numa altura em que as autoridades portuguesas incentivam e até pressionam a nossa juventude a emigrar - como aconteceu recentemente num discurso do Representante de Portugal nos Açores - é bom lembrar que o processo de emigração é normalmente muito doloroso, quer para quem vai, quer para quem fica e especialmente para a própria terra natal que fica a sangrar com a saída dos seus melhores cidadãos, mais esforçados, dinâmicos e trabalhadores.

Embora hoje as condições sócio-económicas e o nosso enquadramento politico europeu sejam radicalmente diferente daquelas que predominavam nas décadas de sessenta, setenta e oitenta do século XX, a verdade é que a emigração, por razões essencialmente económicas, não pode ser abordada com ligeireza e garotice, pois ninguém emigra porque quer, à excepção de determinados extractos sócio-culturais minoritários.

Aqui fica a nossa singela homenagem para todos os emigrantes açorianos e seus descendentes, já nascidos nas Américas, e votos para que a sua estadia cá nos Açores seja proveitosa e reconciliadora para com a terra dos seus antepassados.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

FESTA, CULTURA E TRADIÇÃO (I) - SANJOANINAS.2012



[Cortejo de Abertura das Sanjoaninas 2012, realizado na Cidade de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, a 22 de Junho. Produção profissional de vídeo do Sr. F.G. Pereira]

CORTEJO DE ABERTURA

Depois da realização das principais e tradicionais festividades em honra e louvor ao Divino Espírito Santo, estamos agora a viver, até hoje dia 29, Dia de S.Pedro, a época dos Santos Populares.

É uma época especialmente querida das nossas populações. Há cidades, vilas e freguesias onde as respectivas festividades atingem níveis de participação impressionantes, como é o caso das Sanjoaninas de Angra do Heroismo.

Se o fogo de artifício de Fim-de-Ano do Funchal, na Ilha da Madeira, é provavelmente o melhor do Mundo, também temos a vivida convicção que as Sanjoaninas de Angra, na Ilha Terceira, são muito provavelmente a festa mais bonita, policromática e eclética em honra de S. João.

Mais uma vez Angra engalanou-se para festejar o S. João e caprichou-se para receber os milhares de forasteiros que vieram doutras ilhas dos Açores, do Continente Português e da nossa diáspora.

Uma festa de grande nível, elegância, sensibilidade, cultura e tradição, e só como os terceirenses sabem fazer.

Num tempo de austeridade e de massacre social e económico, sabe sempre bem a realização e a participação nestes eventos, e em especial quando são efectuados na sua grande maioria pela «prata da casa».

Às vezes ficamos apatetados quando assistimos à realização de eventos festivos, nomeadamente as já habituais Festas de Verão em todo o Arquipélago, com a requisição de artistas de fora, quando nós cá temos do melhor e do mais genuíno, a começar pelas nossas filarmónicas.

Dar mais valor ao que é nosso deve ser prioridade de todos os Açorianos. É porque, se não o fizermos, certamente ninguém o fará por nós.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O VOO DO MILHAFRE (VI) - «A INDEPENDÊNCIA AÇORIANA»

Com a aproximação das comemorações da efeméride do 6 de Junho e respectivo rescaldo, surge habitualmente na nossa imprensa, nos blogues e noutros suportes hodiernos de comunicação, muitos artigos, posts e opiniões sobre o tema subjacente - A Independência Açoriana.


Neste contexto, não resistimos de linkar neste blogue um interessante artigo da autoria do Dr. Álvaro Dâmaso, publicado no Açoriano Oriental online no passado dia 11, cujo título é precisamente «A Independência Açoriana», em jeito de homenagem a um opúsculo com a mesma epígrafe ( A Independência Açoriana e Seu Fundamento) da autoria de António d'Ávila Gomes e publicado em Angra do Heroísmo em 1892:


É de facto um interessante artigo, e mesmo sem fazer a apologia da independência, se reconhece que uns Açores governados directamente pelos seus próprios cidadãos é sempre a solução mais adequada, como remata o distinto autor: «Está demonstrado, que os acorianos, por si próprios, governam melhor o território disperso em que vivem do que o governo nacional...».

Nem mais: Livre Administração dos Açores pelos Açorianos.

DE REGRESSO À PÁTRIA AÇORIANA

[Foto de Diogo Galveia]


BOM DIA, ESTIMADOS LEITORES:

Regressado dum pequeno périplo por terras estrangeiras, o vosso amigo Milhafre informa os seus estimados leitores que, dentro da disponibilidade possível, irá recomeçar neste vosso blogue as suas habituais lides.

Pelo que já pudemos constatar e verificar não falta matéria para ser analisada e comentada, desde a vertiginosa actualidade noticiosa até aos assuntos de temática eminentemente açoriana.

Até já...

sábado, 16 de junho de 2012

POVO, TRADIÇÃO E IDENTIDADE (VII)


[Actuação dos Foliões das Capelas na Festa do Espírito Santo da freguesia da Ribeira Chã, concelho da Lagoa, aquando da visita à casa dos mordomos. Produção de vídeo a cargo do Sr. José Pacheco: www.autoacores.com]

POVO, TRADIÇÃO E IDENTIDADE (VI)














[Conjunto de 4 bonitas e expressivas fotografias da autoria do Sr. Paulo Ricardo Bicudo e relativas à Festa do Divino Espírito Santo na freguesia das Ribeiras do Pico, concelho das Lajes do Pico]

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O VOO DO MILHAFRE (V) - «EMIGREM ELES!»

Em complemento ao nosso post anterior, hoje priveligiamos nesta rubrica o eloquente artigo da autoria do Dr. Carlos Melo Bento, publicado hoje no Açoriano Oriental online e sobre a mais recente polémica, suscitada pelas consecutivas declarações de dignatários do Estado Português a pressionar os desempregados e os jovens a emigrar. Se dúvidas houvessem, ficámos a saber que o plano de Portugal para os Açores é um plano de DESERTIFICAÇÃO: encerrar serviços públicos básicos, abandonar as populações à sua sorte, cobrar à boca do cofre os custos de soberania que é «deles» e por fim , mandar os nossos jovens para o sertão e para a savana!:

EMIGREM ELES!


Parafraseando o distinto articulista, «Vão-se mas é embora eles e deixem-nos sobreviver como nós sempre soubemos».

NO DIA DE PORTUGAL, O SR. REPRESENTANTE DA REPÚBLICA ACONSELHOU OS JOVENS AÇORIANOS A EMIGRAR...

[Os Emigrantes, pintura a óleo sobre tela da autoria do grande pintor e mestre açoriano Domingos Rebelo (1926)]


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Há uns poucos meses a esta parte, a grande maioria dos portugueses, dos comentadores e dos observadores politicos ficaram muito indignados com as declarações do PM de Portugal, Pedro Passos Coelho, quando alvitrou - e até aconselhou - a emigração como saída profissional ou tábua de salvação para os desempregados portugueses, em especial os jovens.


Do ponto de vista institucional essas declarações foram graves e inadequadas. Todavia, e tendo em consideração que o actual PM, para além de governante, é chefe dum partido e duma determinada facção politica, devemos contextualizar essas mesmas declarações.


Graves sim, foram as declarações proferidas pelo Exmo Sr. Representante da República na Região Autónoma dos Açores, no seu discurso comemorativo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, proferido na cidade de Angra do Heroísmo.


Fazendo fé nas notícias que nos chegaram, nomeadamente através do Telejornal produzido pela delegação local da RTP, o Sr. Representante da República no nosso arquipélago aconselhou a emigração como saída possível para o crescente problema do desemprego que afecta os jovens açorianos, embora utilizando vocabulário mais soft e/ou modernaço, como é a referência à mobilidade...


Num dia solene como é, e deve ser o Dia de Portugal, este tipo de declarações e juízos de valor sobre esta realidade social que nos aflige a todos - o desemprego-, revelam muita pouca diplomacia e até fazem crer na cabeça do cidadão comum que Portugal tem como doutrina oficial imediata o abandono dos seus cidadãos à sua sorte, nomeadamente convidando-os à emigração compulsiva.


De facto, a História recente de Portugal é feita de sucessivos abandonos, negligências e traições.


Desde os abandonos dos portugueses e dos seus haveres nos territórios ultramarinos (a maioria deles chegou à Metrópole e às Ilhas Adjacentes com a roupa que tinha no corpo); desde o desmantelamento de grande parte da capacidade industrial portuguesa; desde o abandono dos campos e das pescas, através de acordos ruinosos com a então CEE, mais tarde União Europeia; a entrega dos nossos mares a uma assimétrica politica comum de pescas europeia; desde o abandono do interior, das serras e das zonas raianas continentais (hoje grande parte do interior de Portugal está entregue aos bichos...); desde o abandono dos emigrantes com o fecho sistemático de embaixadas e serviços consulares, etc. E depois disto tudo, esta politica oficial de abandono chega às ilhas - naquilo que é a justificação da presença de Portugal aqui - com o encerramento de serviços de finanças, tribunais, registos notariais, esquadras de polícia, etc, etc- e com o convite oficial para que os nossos jovens voltem novamente a emigrar.


Antes Portugal dáva-lhes uma guia de marcha para África; hoje tem para lhes dar um passaporte para sair da sua própria terra.


Felizmente, os Açores já tomaram consciência da sua situação e já possuem orgãos de governo próprio para, numa primeira fase, contrariar a politica de abandono preconizada pelo Estado Português, e numa segunda fase, assumirem pacifica e gradualmente os espaços vazios, pois a natureza tem horror ao vazio.


Agora, a História dos coitadinhos não vai repetir-se entre nós...

terça-feira, 12 de junho de 2012

O VOO DO MILHAFRE (IV)- «AINDA O 6 DE JUNHO»

[Foto do Sr. José Maria * facebook]

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Nesta rubrica hoje destacamos mais um importante artigo do Sr. João Pacheco de Melo, publicado no «Açoriano Oriental» online:

AINDA O 6 DE JUNHO


[Um olhar lúcido sobre a importância histórica e sobre o simbolismo actual da grande manifestação açoriana de 6 de Junho de 1975. Hoje, mais do que ontem, existem muitas mais razões para que os nossos direitos históricos e a nossa própria identidade cultural sejam defendidos com unhas e dentes.Se falharmos, seremos escravos na nossa própria terra!]

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ó MAR SALGADO, QUANTO DO TEU SAL SÃO LÁGRIMAS DE PORTUGAL!



[Versão musicada e cantada no doce sotaque tropical brasileiro do poema heróico «Mar Portuguez» do genial Fernando Pessoa , tão estudado e idolatrado no Brasil]

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Por imperativo de calendário, comemorou-se ontem, dia 10 de Junho, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

Como vem sendo habitual, há muito tempo a esta parte, as altas autoridades e as altas instâncias reuniram-se num cerimonial pomposo, devidamente protegidas por cordões policiais e guarda-costas, ficando o Povo atrás das tábuas...

Cerimonial consecutivamente anacrónico e até surrealista, numa altura em que se vende os activos da pátria às fatias e quando a nação está às ordens de potências estrangeiras. Por pouco proibiam a celebração do Dia de Portugal, já que o feriado da Restauração da Independência foi simplesmente banido.

Nestas circunstâncias e quando mais uma vez o Estado Português não cuida dos seus cidadãos nem exerce a sua soberania com justiça e isenção, resta-nos lembrar e homenagear o bom povo português, aquele que ao longo do tempo tem sido explorado, saqueado e roubado por uma élite politico-cultural-financeira corrupta e incompetente; homenagear todos os filhos do ex-Império que foram esquecidos, desprezados e abandonados na Ásia ou na África; homenagear os bravos soldados (entre os quais muitos açorianos) que pereceram nas savanas africanas ou serviço duma pátria madrasta; e não podíamos esquecer dos heróicos Ilhéus (açorianos e madeirenses), que durante séculos têm sido os faroleiros e os vigilantes desta fronteira ocidental, apesar das ignomínias feitas e ditas contra estes.

Ainda recentemente, Vasco Vieira de Almeida, distinto advogado e Ministro das Finanças do I Governo Provisório, afirmou que «o Povo valeu sempre mais do que as élites». Nem mais!

A próxima revolução, não vai ser motivada por lutas de classes ou uma lutas ideológicas, mas será uma revolução para defenestrar, inclusivamente aqui nos Açores, as actuais élites (ou o que resta delas...) corruptas, reacionárias e incompetentes, que arruinaram o povo e que fizeram sumir todo o produto do nosso trabalho e todas as nossas poupanças.

domingo, 10 de junho de 2012

FESTA DO DIVINO 2012 EM PALHOÇA, ESTADO DE SANTA CATARINA (BRASIL)




[Festa do Divino 2012, realizada no passado dia 3 de Junho, na cidade de Palhoça, municipio do litoral do Estado de Santa Catarina, e que faz parte da área metropolitana de Florianópolis. Palhoça é um dos municípios com grandes raízes de colonização açoriana. Vídeo da autoria dos Srs. Sebastião da Cruz e Hélio João Machado. Inclui cerimonial religioso da Festa do Divino, canto coral, arraial e a partir minuto 26' o imponente e tradicional cortejo imperial e desfile das Bandeiras do Divino]

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À semelhança das nossas tradicionais festas em honra e louvor ao Espírito Santo, a Festa do Divino e diversas manifestações da Cultura Açoriana prosseguem no Estado de Santa Catarina.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

CONFERÊNCIAS DA AUTONOMIA DA BATATA DOCE- II

As Conferências (alegadamente) sobre a Autonomia continuam.

Hoje o painel e os respectivos paineleiros dedicaram-se à coltura. Foram convidados dois obscuros «escritores» (hoje em dia qualquer banana é escritor)...

Um deles insurgiu-se contra o czarismo ilhéu. O outro, mais fashion, queixou-se do facto da DRAC não estar na Terceira, coitadinho...

Numa altura em que a Cultura (e cultura não é só publicar livros que ninguém lê!...) e a Identidade açorianas estão a ser severamente atacadas (caso da extinção do programa televisivo matinal Bom Dia Açores, p.ex. por ordens expressas do Governo neo-comunista liberal de Lisboa!) os participantes daquele sarau eminentemente coltural, nem uma palavrinha tiveram para com tamanha afronta perpetrada na cara dos Açorianos.

A finalizar - e segundo rezam as crónicas e os títulos publicados nos OCS's «regionais» - a administradora-delegada nos Açores do partido organizador dessas conferências , afirmou (sem se rir...) que quer «valorizar e clarificar a politica cultural na Região».

Discursos redondos. Tretas. Agit-prop. E alguns cromos à espera duma cenourinha...

Ultrajante!