quinta-feira, 24 de maio de 2012

A DIVINA FESTA DO ESPÍRITO SANTO NA CIDADE DE FLORIANÓPOLIS -SC

[Casal Festeiro para a Divina Festa de 2012 em Florianópolis, capital estadual de Santa Catarina]


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O Ciclo das Festas do Divino em Florianópolis (Santa Catarina) arrancaram no passado sábado, dia 19 de Maio e promovidas pela IDES- Irmandade do Divino Espírito Santo:



Estas Festas são um momento alto na vida social e religiosa de muitas comunidades do Estado de Santa Catarina, em especial da Ilha de Santa Catarina, e que são bem demonstrativas da presença da Cultura e Identidades Açorianas naquelas paragens do Atlântico Sul.


Um pouco de história da Festa do Divino neste vídeo institucional:






[Divina Festa do Divino Espírito Santo- SC.Compacto institucional produzido para IDES/Promenor, direcção de Marcos Bettencourt]

SCHOTASKOVICH ENSEMBLE NO PALÁCIO DA CONCEIÇÃO



[A vetusta Orquesta Filármónica de Berlim actuando no Waldbühne Berlim num imponente e memorável concerto de Verão sob a batuta do maestro italiano Ricardo Chailly, interpretanto a Suite nrº 2 (Parte II- Little Polka, Valsa,nr.2, Dance, Finale) de Dimitri Shostaskovich, prodigioso compositor russo, nascido em 1906 na cidade de São Petersburgo (Rússia) ]

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Há muito que os Açores estão na rota dos eventos culturais da Europa e frequentemente são realizados cá concertos de música clássica, contemporânea, canto, danca, ballet, etc.
Hoje, dia 24 de Maio, no Salão Nobre do Palácio da Conceição é oferecido um concerto com a actuação do Shotoskovich Ensemble, cujo programa e reportório é o seguinte:


Uma boa oportunidade para quem aprecia música clássica e intemporal.
{O Schotaskovich Ensemble foi fundado em 2006 para assinalar o centenário do nascimento do seu patrono, Dimitri Schostakovich, um dos mais brilhantes, prodigiosos e controversos compositores do século XX, e que atravessou os períodos mais cruéis daquele século, incluindo a II Guerra Mundial e a censura estalinista, mesmo depois de ter sido galardoado com as mais altas insígnias da ex-URSS.

Este ensemble é um agrupamento residente no Centro Cultural de Belém (Lisboa) e já actuou em vários países europeus (Suécia, Rússia, França, Estónia, Portugal e Espanha)}

POVO, TRADIÇÃO E IDENTIDADE (IV)



[Festa do Espírito Santo em Monterey, no Estado da Califórnia-USA]

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As Festas em honra e louvor ao Divino Espírito Santo realizadas pela Comunidade Açoriana emigrada e residente na Califórnia, revestem-se de muita magnificiência e sumptuosidade, o que contrasta com a simplicidade das festas do D.E.S. nas nossas aldeias e freguesias.

Há uma explicação para este facto: a nossa emigração na Califórnia é uma das mais antigas e mais prósperas do Novo Mundo.

Para muitas gerações de Açorianos, a Califórnia constituiu um autêntico El Dorado ou a terra do leite e do mel.

Nesta terra da abundância e da prosperidade os nossos emigrantes exteriorizaram o culto ao Divino Espírito Santo duma forma glamourosa, mas não menos sincera ,crente e piedosa.

Nalguns aspectos - as vestes ricas, o cortejo imperial, as mordomias,etc- assemelham-se às Festas do Divino que se realizam no Sul do Brasil, designadamente no Estado de Santa Catarina.

Mercê do seu trabalho, empenho e cidadania, hoje a comunidade açoriana na Califórnia é constituida por várias gerações e é uma das comunidades étnico-culturais daquele estado norte-americano mais bem integrada e activa na vida social, politica e cultural.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

APOIAMOS A CONTINUAÇÃO DO «BOM DIA AÇORES»

Neste blogue já fizémos algumas referências quanto à extinção do melhor programa de televisão que é emitido a partir dos Açores e para os Açores - o «Bom Dia Açores» - sob a direcção do distinto jornalista e açoriano dos quatro costados, o Sr. Pedro Moura.

Para a maioria dos Açorianos, nos quais me inclui, a verdadeira janela açoriana tem sido este programa, o qual já tem alguma longevidade e que é e tem sido uma extraordinária companhia nas manhãs açorianas e ainda com um bónus diferido ao fim das tardes.

Neste programa as notícias e as actualidades têm rosto, têm nome , têm mensagem e até têm muitas vezes debate franco e despreconceituado.

Fugindo ao figurino industrial, asséptico e intelectualóide doutros programas, o Sr. Pedro Moura no seu estilo informal e coloquial, pôs ao longo destes últimos anos os açorianos a falar entre eles e incrementou o conhecimento inter-ilhas.

Nesse programa foi dada a voz a muitos que não tinham voz; foi dada prioridade ao cidadão comum e a todos os assuntos que interessam efectivamente aos Açorianos - meteorologia, protecção civil, transportes, eventos profanos e religiosos, agenda cultural, promoção turística, divulgação médica, acções de solidariedade, actualidade desportiva de todas as modalidades, notícias sobre o trânsito rodoviário, recomendações policiais, etc, etc, - eram ali noticiados, tratados e comentados pelos respectivos responsáveis.

Se há ou havia programa com a etiqueta de serviço público era e ainda é, durante mais uma semana e picos, o Bom Dia Açores.

Infelizmente, e em consequência das recentes deliberações políticas da tutela em Lisboa, este programa vai acabar, pois não interessa a Lisboa este tipo de serviço público, mas sim os directos futebolísticos, saber se os jogadores da selecção deles comeram brioches ou bijous ao pequeno almoço ou se houve uma porrada de mortos e feridos nalgum infeliz acidente...

Não devemos esquecer que toda esta pulhítica relativa à televisão pública nos Açores teve e tem a colaboração de procuradores locais de Lisboa, desde políticos a soldo do exterior a "empresários" dos media e até a alguns funcionários oportunistas e anti-açorianos.

No Facebook está aberta uma página denominada «Continuação do Bom Dia Açores na RTP-Açores»: http://www.facebook.com/bomdiaacores.

Em conclusão: Só quando os Açores tiverem na sua mão o comando do seu futuro é que estas situações serão ultrapassadas. À atenção dos nossos eleitores e dos nossos representantes.

POVO, TRADIÇÃO E IDENTIDADE (III)

Numa altura em que nos querem impingir intragável fast food cultural doutras paragens, quer através de televisões domesticadas, ditas nacionais, ou mesmo com a profusão da tiriricagem profissional que vem do exterior ou que proselita aqui ideias e programas adversos à nossa maneira de ser e de viver, é preciso levantar bem alto as nossas bandeiras e estimar os nossos queridos símbolos:


[Vídeo muito interessante sobre as Festas da mítica comunidade das Sete Cidades, Ilha de S. Miguel - AÇORES]

terça-feira, 22 de maio de 2012

POVO, TRADIÇÃO E IDENTIDADE (II)



[Folias de S. Miguel pelo grupo de Foliões da Bretanha, actuando na mítica freguesia das Sete Cidades para o programa «Verão Total» do Canal 1 da RTP.]


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Estes grupos de foliões são presença obrigatória nas festas e cortejos em honra do Divino Espírito Santo.
Ao som da folia, composta por ferrinhos, tambor e violas, segue o cortejo pelas ruas da freguesia, conforme usos e costumes de cada comunidade, e até quando há distribuição das famosas «sopas do Espírito Santo», lá estão os Foliões para animar os presentes e agradecer todas as dádivas ao Divino Espírito Santo]

OFERTA DUMA COROA DO ESPIRITO SANTO À CASA DOS AÇORES DA ILHA DE SANTA CATARINA (BRASIL)



[Cerimónia da oferta duma Coroa do Divino Espírito Santo pelos três Municípios da Ilha do Pico à Casa dos Açores do Estado de Santa Catarina (Brasil), aquando das Festas da Terça-Feira do Espírito Santo da vila da Madalena do Pico a 13 de Maio de 2008.Oferta abrilhantada com os sons do açorianíssimo Hino do Espírito Santo. Uma produção Video Digital Faria]

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Nesta cerimónia esteve presente a Drª Lélia Pereira da Silva Nunes, professora, escritora e investigadora da presença dos Açorianos na Ilha de Santa Catarina e do Estado com o mesmo nome. A cerimónia, embora simples,teve muito simbolismo e foi demonstrativa dos laços culturais e de sangue que unem os Açores e Santa Catarina, no Brasil.

A entrega foi efectuada pela então Presidente da Associação dos Municípios da Ilha do Pico, Sara Maria Alves Rosa dos Santos à Presidente da Casa dos Açores da Ilha de Santa Catarina, Carin Heloisa Hahn da Silva Machado.

Testemunhos duma história comum que devemos acarinhar e alimentar.