[Novena, quermesse e alvoradas na Festa do Divino de 2012, em Mogi das Cruzes (S.Paulo-Brasil).
Reportagem da TV Diário com data de 19.05.2012]
Já estamos em plena época das festividades em honra e louvor do Divino Espírito Santo, quer nestas nossas ilhas, quer noutras latitudes e longitudes, como é o caso presente.
É quando a Bandeira do Divino se transforma na Bandeira do Povo.
Hoje o Milhafre sobrevoou o «Correio dos Açores» que se publica em Ponta Delgada e encontrou um artigo de opinião que merece o seu devido destaque neste blogue e nesta rubrica dedicada ao Açorianismo, Açorianiedade e Actualidade Politico-Social e Cultural dos Açores.
Com a devida vénia linkamos o seguinte artigo de opinião do Sr. Carlos Rezendes Cabral, um militante da Causa Açoriana, desde a primeira hora:
[Apesar de muita gente, por questões de soldo ou de fanatismo partidário, não levantarem ainda um dedo contra as afrontas que Lisboa está a desenvolver consecutiva e gradualmente, apraz-nos registar a opinão daqueles que ainda sentem o pulsar do seu coração açoriano.
A pouca vergonha já chegou ao ponto de querem negociar nas nossas costas, o nosso espaço aéreo e as infra-estruturas aqui instaladas, como já quiseram fazer com os nossos mares e como estão fazendo (também nas nossas costas) com a Base das Lajes.
É preciso estar vigilante e alertar os Orgãos de Governo Próprio dos Açores para que defendam intransigentemente os primordiais interesses dos Açores e que não se limitem a respeitar os pintelhosconstitucionais, pois quem muito se agacha lhe aparece o cu.
Também devemos denunciar todos os cúmplices, traidores e vendidos que estando entre nós, querem alienar os nossos recursos, os nossos direitos históricos e políticos e ainda por cima preconizam que pagamos os custos de soberania que outros aqui exercem!]
[Jantar da Cantoria 2012 em London, Província do Ontário - Canadá]
Uma das manifestações mais queridas e interessantes da cultura popular dos Açores é a sua cantoria. Desde as tradicionais cantigas ao desafio até às típicas «velhas» da Terceira.
Este género da cultura popular tem muitos apreciadores e muito bons improvisadores, principalmente nas Ilhas Terceira, S. Miguel e S. Jorge.
À semelhança doutras manifestações culturais, religiosas, folclórias e etnográficas, a nossa emigração transportou também para esses países do Novo Mundo estas típicas cantorias e que muito animam as nossas festas populares, jantares ou outros eventos sociais que juntam os nossos emigrantes para matarsaudades da terra que os viu nascer ou da terra dos seus antepassados.
Até já existe um regular intercâmbio entre cantadores vindos expressamente dos Açores com cantadoresradicados nos EUA e no Canadá, como testemunha este singelo e divertido vídeo.
A Cultura não é só erudição, é também todo este conjunto de manifestações artísticas que identificam um povo, a sua maneira de ser e a sua maneira de viver.
E em todas as variedades e valências, os Açores são um verdadeiro arquipélago de cultura.
Nas épocas que antecedem os actos eleitorais legislativos quase todos os partidos concorrentes realizam conferências, seminários, simpósios, encontros, etc. por forma a atrair para as suas fileiras algumas personalidades ditas independentes ou recrutar elementos proeminentes da sociedade civil.
Nestas alturas aparecem sempre em bicos de pés alguns «independentes» profissionais, os quais habitualmente são dependentes crónicos da chulança pública. Para espanto de muitos até há independentes que mudam de campo como o diabo esfrega umolho. Nunca estão cansados e até julgam que o mundo gira à volta deles e até têm a pesporrência de avaliar o trabalho dos outros que lhes sucederam nas mesmas funções.
Ontem foi anunciado por um partido português a operar na Região a realização dumas conferências sob a epígrafe da «autonomia».... Pelo programa apresentado, pelos temas a tratar ou mesmo pelas personalidades ou comissários sectoriais, julguei que tínhamos voltado ao tempo das saudosas palestras da Junta Geral.
Numa altura em que a Europa está de pernas pró ar; numa altura de severa e imprevisível crise na eurozona; quando o Governo neo-comunistaliberal de Lisboa, para além de estar a destruir paulatinamente o país e por arrastamento os Açores; numa altura em que esta (já de si minguada e diminuida) Autonomia está a ser espezinhada, vilipendiada e humilhada pelos centralistas/colonialistas de Lisboa , etc, etc, aparecem umas senhoras e uns senhores , muito pimpões e muito bem vestidinhos a perorar sobre minudências de mercearia, como é o caso das passagens aéreas, que é um dos casos onde a demagogia e a sem-vergonhice atingiram níveis patológicos.
Claro que tudo isto não passam de conversas para boi dormir e que nada têm a ver com os Açores, com o futuro do Povo Açoriano, e muito menos com a sua Autonomia ou mesmo com o seu processo irreversível de Auto-Determinação. E para dourar a pílula até vão patrocinar um evento tipo mesa redonda/ideias quadradas sobre o tema «Emprego», quanto todos nós sabemos que existe por parte dogovernoneo-comunista liberalde Lisboa um verdadeiro plano para fomentar mais desemprego; potenciar mais desregulação nas relações laborais; aprofundar a desvalorização do trabalho; mais eliminação de direitos e apropriação dos descontos da segurança social para acudir as emergências causadas por toda esta politica de devastação social e económica.
Conferências da Autonomia? Só se for da batata-doce!
[A Bandeira do Divino, um dos temas mais emblemáticos de Ivan Lins.]
«Os devotos do Divino, vão abrir sua morada Pra bandeira do menino ser bem-vinda, ser louvada, ai, ai Deus nos salve esse devoto pela esmola eu seu nome Dando água a quem tem sede dando pão a quem tem fome, ai, ai ........ Que o perdão seja sagrado que a fé seja infinita Que o homem seja livre, que a justiça sobreviva, ai, ai .........»
[Festa da cultura açoriana, uma grande tradição do povo jaguarunense. Mais de 107 anos de Tradição e Devoção ao Divino Espírito Santo.]
[Um interessante vídeo documental postado em 2008 sobre as Festas do Espírito Santo
numa cidade do Estado de Santa Catarina, no Sul do Brasil, da autoria do Sr. Guilherme Pereira Garcia, para ver e ouvir ao som de bonitas marchas festivas interpretadas pela filarmónica local]
«A origem da Festa é histórica. Surgiu de uma promessa feita pela rainha Isabel de Portugal ao Divino Espírito Santo, em troca de acordo entre pai e filho que disputaram o trono.
Quando houve a reconciliação ela mandou bordar na bandeira vermelha, uma pomba branca simbolizando a Paz. E mandou colocar um pombo de prata na ponta do mastro da bandeira...
Assim todo o ano a Corte Imperial participa na Festa em honra ao Divino Espírito Santo, e o Rei coroa um menino pobre demonstrando que o poder está ao serviço do Povo...»
Este culto ao D.E.S. foi levado para as terras austrais do Brasil pelos nossos antepassados e ainda hoje é lembrado como o mais vigoroso e eloquente traço de identidade do Povo Açoriano naquelas paragens.
Iniciamos hoje neste blogue uma nova rubrica intitulada «O Voo do Milhafre», através da qual iremos dar destaque e realce a artigos de opinião publicados na nossa imprensa ou posts publicados em blogues açorianos ou noutros, e quando os assuntos tratados nos mesmos tenham a ver com a actualidade açoriana ou com temas especificamente açorianos.
Para inaugurar esta rubrica nada melhor do que linkar um artigo de opinião do Sr. João Pachecode Melo, publicado hoje no «Açoriano Oriental»online e que é um autêntico libeloacusatório a quem, por um prato delentilhas, quer vender os Açores e hipotecar o nosso futuroaos centralistas/colonialistas de Lisboa:
[De facto é vergonhoso para um partido fundador da nossa Autonomia - o velhinho PPDA (Partido Popular Democrático Açoriano) , hoje transformado numa sucursal insossa do PSD português com sede em Lisboa!, - estar permanentemente a vilipendiar o que aqui se fez e faz; a municiar os inimigos da autonomia com polémicas e guerrilhas estúpidas para fins meramente eleitoralistas e pessoais; e até a vender a alma ao diabo com o objectivo da vã glória do poder.
Quando vemos e ouvimos a actual líder da sucursal do PSD português nos Açores, Drª Berta Cabral, e respectiva entourage, não temos dúvidas algumas que pretendem «governar»«esta» Região à boa maneira das Juntas Gerais e dos Governos Civis dos ex-«distritos autónomos», cujos responsáveis iam despachar aLisboa e trazer na bagagem uns providenciais cheques para construção de fontanários e bebedouros...
Subscrevemos integralmente o teor deste artigo e daqui felicitamos o seu autor por mais esta pedrada no charco do pântano putrefacto desta autonomia fantoche.
É igualmente vergonhoso assistir à quietude duma determinada élite (ou pseudo-élite), outrora comprometida com a Autonomia e com a Defesa dos Açores, mas que agora por meras questões de intendência e de bucho, abdicaram da luta e andam aí a caucionar as doutrinas centralistas e neo-comunistasliberaisde Lisboa e arredores!