domingo, 20 de maio de 2012

TIMOR LESTE - 10 ANOS DE INDEPENDÊNCIA



[Hino Nacional de Timor-Leste]

Refrão:

«Pátria, pátria, Timor-Leste nossa nação,

Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação»

Música de Afonso Redentor Araújo; Letra de Borja da Costa

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Hoje, dia 20 de Maio, faz precisamente dez anos que Timor Leste restaurou a sua plena independência perante a comunidade das Nações.

Depois de séculos de abandono e colonialismo (suave) português; ocupação selvática japonesa durante a II Guerra Mundial; processo atribulado de descolonização em 74/75 que acabou em guerra civil e numa ocupação sanguinária do seu grande vizinho indonésio (com a cumplicidade das grandes potências à época); depois de muito abandono e traição de Portugal (durante o PREC e até à década de 90) em relação ao povo sofrido de Timor Leste, finalmente o Povo heróico de Timor conseguiu a sua libertação e a sua independência.

Foi o massacre no cemitério de Santa Cruz - relatado e filmado pelo jornalista Max Stahl para todo o mundo - que deu grande impulso à luta pela independência de Timor no final da década de 90 do século passado, quando já muitos consideravam o território como a 27ª província da Indonésia.

Mercê duma conjuntura internacional muito favorável; do grande empenho do governo português chefiado pelo Engº António Guterres e do próprio Presidente Jorge Sampaio; do empenho e compromisso do Presidente americano Bill Clinton, o que muito valeu as relações pessoais que este tinha com o PM português; da mobilização da Igreja Católica e da própria sociedade civil portuguesa; e principalmente da resistência heróica , cultural e religiosa dos timorenses, Timor Leste aproveitou, finalmente, esta janela de oportunidade e conseguiu alcançar a sua Libertação e Independência.

Nesse processo devemos realçar a participação dum açoriano, o Dr. Jaime Gama, à data Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e que fez um trabalho diplomático notável com vista a redimir Portugal dos erros passados e a repôr justiça e dignidade na vida dos nossos irmãos timorenses.

Apesar de muito longíquo, Timor Leste, outrora Timor Português, teve sempre grandes e afectivos relacionamentos com os Açores e Açorianos.

Basta recordar a presença de muitos sacerdotes, missionários, professores, funcionários públicos e militares oriundos destas ilhas açorianos e que muito contribuiram para o desenvolvimento cultural e social de Timor. Inclusivamente existem muitos laços de sangue entre açorianos e timorenses.

O primeiro bispo em Timor (Diocese de Dili) foi D. Jaime Goulart, natural da freguesia da Candelária, Ilha do Pico, e que o signatário teve a felicidade de conhecer, falar e privar com tão ilustre personalidade.

Ainda recentemente passou pelos Açores, o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, e que regressou ao nosso arquipélago passados 35 anos, onde estudou durante dois anos na nossa Ilha do Pico.

Segundo Zacarias da Costa, em declarações à imprensa em Ponta Delgada : «Queria passar pelos Açores para homenagear as pessoas que me trouxeram para cá, mas também o Povo Açoriano, pela ligação histórica e afectiva com Timor Leste».

Neste 10º Aniversário da Independência de Timor-Leste, daqui desta tribuna, enviamos as nossas mais sinceras felicitações para o Povo de Timor e para as suas autoridades, democraticamente constituidas.

FESTA DO DIVINO 2012 EM MOGI DAS CRUZES, ESTADO DE S.PAULO -BRASIL



[Novena, quermesse e alvoradas na Festa do Divino de 2012, em Mogi das Cruzes (S.Paulo-Brasil).

Reportagem da TV Diário com data de 19.05.2012]

Já estamos em plena época das festividades em honra e louvor do Divino Espírito Santo, quer nestas nossas ilhas, quer noutras latitudes e longitudes, como é o caso presente.

É quando a Bandeira do Divino se transforma na Bandeira do Povo.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O VOO DO MILHAFRE (II)

[Milhafre ou queimado buteo]

Hoje o Milhafre sobrevoou o «Correio dos Açores» que se publica em Ponta Delgada e encontrou um artigo de opinião que merece o seu devido destaque neste blogue e nesta rubrica dedicada ao Açorianismo, Açorianiedade e Actualidade Politico-Social e Cultural dos Açores.

Com a devida vénia linkamos o seguinte artigo de opinião do Sr. Carlos Rezendes Cabral, um militante da Causa Açoriana, desde a primeira hora:

ATAQUES À AUTONOMIA


[Apesar de muita gente, por questões de soldo ou de fanatismo partidário, não levantarem ainda um dedo contra as afrontas que Lisboa está a desenvolver consecutiva e gradualmente, apraz-nos registar a opinão daqueles que ainda sentem o pulsar do seu coração açoriano.

A pouca vergonha já chegou ao ponto de querem negociar nas nossas costas, o nosso espaço aéreo e as infra-estruturas aqui instaladas, como já quiseram fazer com os nossos mares e como estão fazendo (também nas nossas costas) com a Base das Lajes.

É preciso estar vigilante e alertar os Orgãos de Governo Próprio dos Açores para que defendam intransigentemente os primordiais interesses dos Açores e que não se limitem a respeitar os pintelhos constitucionais, pois quem muito se agacha lhe aparece o cu.

Também devemos denunciar todos os cúmplices, traidores e vendidos que estando entre nós, querem alienar os nossos recursos, os nossos direitos históricos e políticos e ainda por cima preconizam que pagamos os custos de soberania que outros aqui exercem!]

JANTAR DA CANTORIA 2012, LONDON (ONTÁRIO)



[Jantar da Cantoria 2012 em London, Província do Ontário - Canadá]

Uma das manifestações mais queridas e interessantes da cultura popular dos Açores é a sua cantoria. Desde as tradicionais cantigas ao desafio até às típicas «velhas» da Terceira.

Este género da cultura popular tem muitos apreciadores e muito bons improvisadores, principalmente nas Ilhas Terceira, S. Miguel e S. Jorge.

À semelhança doutras manifestações culturais, religiosas, folclórias e etnográficas, a nossa emigração transportou também para esses países do Novo Mundo estas típicas cantorias e que muito animam as nossas festas populares, jantares ou outros eventos sociais que juntam os nossos emigrantes para matar saudades da terra que os viu nascer ou da terra dos seus antepassados.

Até já existe um regular intercâmbio entre cantadores vindos expressamente dos Açores com cantadores radicados nos EUA e no Canadá, como testemunha este singelo e divertido vídeo.

A Cultura não é só erudição, é também todo este conjunto de manifestações artísticas que identificam um povo, a sua maneira de ser e a sua maneira de viver.

E em todas as variedades e valências, os Açores são um verdadeiro arquipélago de cultura.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

CONFERÊNCIAS DA AUTONOMIA DA BATATA DOCE

Nas épocas que antecedem os actos eleitorais legislativos quase todos os partidos concorrentes realizam conferências, seminários, simpósios, encontros, etc. por forma a atrair para as suas fileiras algumas personalidades ditas independentes ou recrutar elementos proeminentes da sociedade civil.

Nestas alturas aparecem sempre em bicos de pés alguns «independentes» profissionais, os quais habitualmente são dependentes crónicos da chulança pública.

Para espanto de muitos até há independentes que mudam de campo como o diabo esfrega um olho. Nunca estão cansados e até julgam que o mundo gira à volta deles e até têm a pesporrência de avaliar o trabalho dos outros que lhes sucederam nas mesmas funções.

Ontem foi anunciado por um partido português a operar na Região a realização dumas conferências sob a epígrafe da «autonomia»....

Pelo programa apresentado, pelos temas a tratar ou mesmo pelas personalidades ou comissários sectoriais, julguei que tínhamos voltado ao tempo das saudosas palestras da Junta Geral.

Numa altura em que a Europa está de pernas pró ar; numa altura de severa e imprevisível crise
na eurozona; quando o Governo neo-comunista liberal de Lisboa, para além de estar a destruir paulatinamente o país e por arrastamento os Açores; numa altura em que esta (já de si minguada e diminuida) Autonomia está a ser espezinhada, vilipendiada e humilhada pelos centralistas/colonialistas de Lisboa , etc, etc, aparecem umas senhoras e uns senhores , muito pimpões e muito bem vestidinhos a perorar sobre minudências de mercearia, como é o caso das passagens aéreas, que é um dos casos onde a demagogia e a sem-vergonhice atingiram níveis patológicos.

Claro que tudo isto não passam de conversas para boi dormir e que nada têm a ver com os Açores, com o futuro do Povo Açoriano, e muito menos com a sua Autonomia ou mesmo com o seu processo irreversível de Auto-Determinação.

E para dourar a pílula até vão patrocinar um evento tipo mesa redonda/ideias quadradas sobre o tema «Emprego», quanto todos nós sabemos que existe por parte do governo neo-comunista liberal de Lisboa um verdadeiro plano para fomentar mais desemprego; potenciar mais desregulação nas relações laborais; aprofundar a desvalorização do trabalho; mais eliminação de direitos e apropriação dos descontos da segurança social para acudir as emergências causadas por toda esta politica de devastação social e económica.

Conferências da Autonomia? Só se for da batata-doce!

Vão mas é gozar o pagode para a vossa terra!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A BANDEIRA DO DIVINO



[A Bandeira do Divino, um dos temas mais emblemáticos de Ivan Lins.]

«Os devotos do Divino,
vão abrir sua morada
Pra bandeira do menino
ser bem-vinda,
ser louvada, ai, ai

Deus nos salve esse devoto
pela esmola eu seu nome
Dando água a quem tem sede
dando pão a quem tem fome, ai, ai
........
Que o perdão seja sagrado
que a fé seja infinita
Que o homem seja livre,
que a justiça sobreviva, ai, ai
.........»

FESTA DO ESPÍRITO SANTO NO ESTADO DE SANTA CATARINA


[Festa da cultura açoriana, uma grande tradição do povo jaguarunense.
Mais de 107 anos de Tradição e Devoção ao Divino Espírito Santo.]

[Um interessante vídeo documental postado em 2008 sobre as Festas do Espírito Santo

numa cidade do Estado de Santa Catarina, no Sul do Brasil, da autoria do Sr. Guilherme Pereira Garcia, para ver e ouvir ao som de bonitas marchas festivas interpretadas pela filarmónica local]


«A origem da Festa é histórica. Surgiu de uma promessa feita pela rainha Isabel de Portugal ao Divino Espírito Santo, em troca de acordo entre pai e filho que disputaram o trono.

Quando houve a reconciliação ela mandou bordar na bandeira vermelha, uma pomba branca simbolizando a Paz. E mandou colocar um pombo de prata na ponta do mastro da bandeira...

Assim todo o ano a Corte Imperial participa na Festa em honra ao Divino Espírito Santo, e o Rei coroa um menino pobre demonstrando que o poder está ao serviço do Povo...»

Este culto ao D.E.S. foi levado para as terras austrais do Brasil pelos nossos antepassados e ainda hoje é lembrado como o mais vigoroso e eloquente traço de identidade do Povo Açoriano naquelas paragens.