quarta-feira, 25 de abril de 2012

AINDA ESTA TERRA VAI CUMPRIR SEU IDEAL!


[Fado Tropical, para o filme «Fados» de Carlos Saura, na voz doce e luso-tropical de Chico Buarque d'Hollanda, ele próprio um combatente da Liberdade e um opositor à Ditadura Militar brasileira vigente à data do 25 de Abril de 1974]

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Hoje, dia 25 de Abril de 2012, comemorou-se pela 38ª vez, a queda da ditadura e o regresso da Liberdade e da Democracia a Portugal e a todos os seus domínios à data.

O 25 de Abril foi uma data muito importante e crucial para os Açores.

Os Açores foram refúgio dalguns estrategas do 25 de Abril e muitos Açorianos participaram de alma e coração neste importante evento da nossa história politica e social do último quartel do século XX.

Quem conheceu os Açores antes do 25 de Abril e compara com os Açores da actualidade, constatará diferenças abissais em todos os domínios, principalmente no campo social, no trabalho e na economia.

Aqui, nos Açores, e é preciso lembrar às actuais e futuras gerações, antes do golpe militar e da Revolução que lhe sucedeu no dia 25 de Abril de 1974, a miséria, a exploração, o obscurantismo e os preconceitos sociais eram esmagadores, assim como na Metrópole continental.

Ainda nos lembramos das gritantes desigualdades sociais, da repressão, da exploração e da espoliação dos mais pobres e desafortunados, da falta de liberdade de imprensa e de expressão; e principalmente da falta de tudo, inclusivamente da falta de luz eléctrica e de água corrente na maior parte das nossas freguesias, lugares e povoados!

A emigração em massa para os EUA e Canadá e as Guerras Coloniais em vários teatros de guerra em África, sangravam a nossa terra e a nossa sociedade, onde os mais novos, e muitas vezes os mais capazes e trabalhadores, fugiam da miséria e do obscurantismo.

É desse colonialismo, de que muitos de nós fomos contemporâneos, que falamos com alguma frequência.

Nunca é demais realçar as virtualidades do 25 de Abril na libertação dos Açores de todos os constrangimentos e estigmas do Antigo Regime ditatorial e colonialista.

Embora a data do 25 de Abril não seja a única data que impulsionou a libertação dos Açores, pois mais tarde sucederam outros eventos muito importantes para este desiderato, nós Açorianos, devemos estar gratos aos capitães de Abril, pois foi o 25 de Abril que abriu as portas à nossa Autonomia, e quiçá, num futuro não muito distante, à nossa própria Auto-Determinação.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A NOVA FASE DO MNA/FLA

Segundo notícia de 23.03.2012 do jornal terceirense «A União», o Movimento Nacionalista Açoriano/Frente Libertação dos Açores (FLA) lançou recentemente alguns comunicados, mobilizando as populações para as lutas politicas que aí vêm:

http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=27461

Segundo Álvaro de Lemos, antigo Presidente do PDA-Partido Democrático do Atlântico e independentista assumido, estão a ser sentidas várias dificuldades e restrições na realização das suas acções politicas de divulgação e esclarecimento.

Neste mesmo despacho do jornal terceirense «A União» é denunciado que as telecomunicações das pessoas ligadas ao MNA/FLA estão «sob escuta».

Curiosa esta observação quando amanhã , dia 25 de Abril, comemoramos o Dia da Liberdade.

Enquanto a Constituição da R.P. não coloca quaisquer obstáculos a movimentos e partidos extremistas e xenófobos (ex: PNR) ou toda uma variedade de grupos e grupelhos que proliferam na Península; não permite e reprime quaiquer movimentos, associações ou partidos independentistas, regionalistas ou nacionalistas, ao contrário do que acontece na maioria dos países da União Europeia.

Até permite a existência de "associações secretas" de índole filosófica, religiosa ou laica ou mesmo máfias politico-partidárias-empresariais e financeiras que nos últimos anos raptaram para seu usufruto as funções do Estado e que levaram o país à bancarrota.

Mas não permite que cidadãos pacíficos e honestos se reunem em número superior a dois para defenderem a dignidade e a auto-determinação da sua Terra.

Por isso comemorar a Liberdade em Portugal e nas Ilhas Adjacentes têm ainda muito que se lhe diga...

LIBERDADE SEMPRE!



Georges Moustaki interpreta e recria maravilhosamente um tema de 1974 de Chico Buarque d'Hollanda muito conhecido: «Fado Tropical».

Trinta anos após o promissor 25 de Abril, ainda falta cumprir a epígrafe dos 3 D's : Democratizar, Desenvolver e principalmente Descolonizar.

Hoje, vésperas duma nova comemoração do 25 de Abril, Portugal encontra-se doente e à beira do precipício.

Os Açores, última relíquia atlântica do ex-Império, está sob novas ameaças que se avolumam a cada dia que passa.

Agora, há que cumprir os Açores, já que Portugal não conseguiu cumprir a profecia que Fernando Pessoa cantou.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

PORTO ALEGRE NA VOZ DE ADRIANA CALCANHOTO



Este blogue inaugura uma nova valência com a incorporação de vídeos.

Assinalando a efeméride do 260º Aniversário do Povoamento do Rio Grande do Sul pelos Açorianos - uma das grandes epopeias das gentes destas ilhas atlânticas! - colocamos um vídeo duma nativa de Porto Alegre, antiga Porto dos Casais, a extraordinária Adriana Calcanhoto.

Enjoy!

EX-MINISTRO DA DEFESA DA GRÉCIA DETIDO POR CORRUPÇÃO NOS SUBMARINOS

Este é o título com que o jornal «Público Online» brindou os seus leitores a 12 de Abril do corrente.

É habitual ouvir por parte dos actuais governantes da República; de diversos responsáveis partidários; de comentadores avençados e até por parte de diversos economistas e especialistas em finanças públicas, que Portugal não é a Grécia, pretendendo todos reafirmar com isto que os portugueses são menos aldrabões e menos corruptos do que os gregos.

Para além dessa afirmação - «Portugal não é a Grécia» - ser politicamente estúpida e deselegante para com uma nação amiga e que faz parte da mesma União - não está cientificamente provado que os governantes e os portugueses em geral são mais sérios ou confiáveis do que os seus homólogos gregos.

A verdade é que, lá, na Grécia, o ministro dos submarinos foi detido e vai responder em juízo por corrupção.

Em Portugal, apesar das ferrostaaladas e das aldrabices das contrapartidas, nada acontece. No pasa nada.

Acrescente-se que na Alemanha dois ex-gestores da Ferrostaal foram condenados por terem subornado gregos e portugueses e na Grécia foi preso o respectivo ministro que esteve envolvido neste caso. Em Portugal, o processo arrasta-se há anos...

Questionado sobre o processo dos submarinos em Portugal, o Sr. Procurador Geral da República - e este não é uma pessoa qualquer! - , disse que não havia dinheiro para as necessárias perícias...e aguarda que sejam disponibilizadas verbas por parte do Governo da República...

Entretanto, o «Jacinto Leite Capelo Rego» anda por aí a vender banha da cobra como qualquer feirante de 3ª categoria e a enfiar barretes nas cabeças mais desprotegidas dalguns açorígenes (felizmente poucos!)

Nunca é demais avisar os Açorianos: um olho no burro, outro no cigano...

sábado, 21 de abril de 2012

TADINHA, ELA SÓ VAI TER DOIS MESES DE CAMPANHA!...

Uma das características da nossa actual classe política é a sua capacidade extraordinária de mentir, intrujar e gozar na cara do eleitor.

Ainda ontem vimos e ouvimos na RTP-Açores, a líder do principal partido da oposição nos Açores, a afirmar que só sairia do cargo público que actualmente desempenha (Presidente da CMPDL) lá para o final do mês de Julho, pois segundo a ilustre candidata a PdGA, dois meses (Agosto e Setembro) seriam suficientes para a campanha eleitoral.

Descontando o facto da referida senhora querer aproveitar algum protogonismo pessoal durante o corso carnavalesco que ocorre no mês de Julho em PDL, usando e abusando duma tradição religiosa e popular dos açorianos e que já mereceu vigorosa censura de vários responsáveis clericais e leigos da Igreja Católica, o que mais nos choca nessas declarações é o facto de ser dito que dois meses eram suficientes para a campanha das próximas eleições legislativas açorianas!

Então, não tem sido campanha eleitoral (primeiro, interna no seu próprio partido; três ou quatro anos na campanha contra os Açores e os seus orgãos de governo próprio) que a referida senhora tem vindo a fazer, ela e toda uma estrutura camarária paga pelos contribuintes e munícipes de Ponta Delgada?

Não é por acaso que o concelho de Ponta Delgada é um dos mais atrasados dos Açores, desde as coisas mais básicas (recolha de resíduos, limpeza e higiene, apoio ao comércio tradicional que já está farto de tanto parquímetro, taxas, multas e emolumentos ou caminhos municipais nas freguesias rurais que mais parecem grotas) até à inexistência duma política urbanística de qualidade.

Hoje Ponta Delgada e a sua cintura residencial e edificada é uma amálgama de construções que mais parece um subúrbio de Lisboa do que uma cidade com história, pergaminhos e tradição.

E não é por falta dos munícipes pagarem cada vez mais impostos (IMIS, IMTs, etc), taxas, licenças e tantas alcavalas.

Se a referida senhora não tivesse andado todos estes anos em frenética e calculada campanha eleitoral, talvez Ponta Delgada e todo o concelho, pudesse ter uma outra fisionomia social, patrimonial e cultural e talvez tivesse atingido a qualidade urbanística da sua congénere da Madeira, a cidade do Funchal.

Apetece perguntar, mais campanha eleitoral, para quê?

PANAZOREAN

[Home page: www.panazorean.com/]


Termina hoje, dia 21 de Abril, no Teatro Micaelense, o Festival Internacional de Cinema PANAZOREAN sobe a epígrafe «Migrações e Interculturalidade».Este Festival constituiu e contitui uma importante iniciativa cultural, cuja temática diz muito a nós , pois os Açores sempre foram um ponto de chegada e principalmente um ponto de partida.


Pela proximidade dos temas apresentados, destacamos os documentários que concorrem na categoria regional : «Azorenos» do realizador micaelense Tiago Melo Bento e «PDL-LX» de Diogo Lima.


Este Festival de Cinema é uma organização da AIPA- Associação dos Imigrantes nos Açores, e que cada vez mais tem tido um importante papel na defesa e integração dos imigrantes que vivem entre nós, para além de desempenhar e promover diversas actividades de intercâmbio cultural.