segunda-feira, 23 de abril de 2012

EX-MINISTRO DA DEFESA DA GRÉCIA DETIDO POR CORRUPÇÃO NOS SUBMARINOS

Este é o título com que o jornal «Público Online» brindou os seus leitores a 12 de Abril do corrente.

É habitual ouvir por parte dos actuais governantes da República; de diversos responsáveis partidários; de comentadores avençados e até por parte de diversos economistas e especialistas em finanças públicas, que Portugal não é a Grécia, pretendendo todos reafirmar com isto que os portugueses são menos aldrabões e menos corruptos do que os gregos.

Para além dessa afirmação - «Portugal não é a Grécia» - ser politicamente estúpida e deselegante para com uma nação amiga e que faz parte da mesma União - não está cientificamente provado que os governantes e os portugueses em geral são mais sérios ou confiáveis do que os seus homólogos gregos.

A verdade é que, lá, na Grécia, o ministro dos submarinos foi detido e vai responder em juízo por corrupção.

Em Portugal, apesar das ferrostaaladas e das aldrabices das contrapartidas, nada acontece. No pasa nada.

Acrescente-se que na Alemanha dois ex-gestores da Ferrostaal foram condenados por terem subornado gregos e portugueses e na Grécia foi preso o respectivo ministro que esteve envolvido neste caso. Em Portugal, o processo arrasta-se há anos...

Questionado sobre o processo dos submarinos em Portugal, o Sr. Procurador Geral da República - e este não é uma pessoa qualquer! - , disse que não havia dinheiro para as necessárias perícias...e aguarda que sejam disponibilizadas verbas por parte do Governo da República...

Entretanto, o «Jacinto Leite Capelo Rego» anda por aí a vender banha da cobra como qualquer feirante de 3ª categoria e a enfiar barretes nas cabeças mais desprotegidas dalguns açorígenes (felizmente poucos!)

Nunca é demais avisar os Açorianos: um olho no burro, outro no cigano...

sábado, 21 de abril de 2012

TADINHA, ELA SÓ VAI TER DOIS MESES DE CAMPANHA!...

Uma das características da nossa actual classe política é a sua capacidade extraordinária de mentir, intrujar e gozar na cara do eleitor.

Ainda ontem vimos e ouvimos na RTP-Açores, a líder do principal partido da oposição nos Açores, a afirmar que só sairia do cargo público que actualmente desempenha (Presidente da CMPDL) lá para o final do mês de Julho, pois segundo a ilustre candidata a PdGA, dois meses (Agosto e Setembro) seriam suficientes para a campanha eleitoral.

Descontando o facto da referida senhora querer aproveitar algum protogonismo pessoal durante o corso carnavalesco que ocorre no mês de Julho em PDL, usando e abusando duma tradição religiosa e popular dos açorianos e que já mereceu vigorosa censura de vários responsáveis clericais e leigos da Igreja Católica, o que mais nos choca nessas declarações é o facto de ser dito que dois meses eram suficientes para a campanha das próximas eleições legislativas açorianas!

Então, não tem sido campanha eleitoral (primeiro, interna no seu próprio partido; três ou quatro anos na campanha contra os Açores e os seus orgãos de governo próprio) que a referida senhora tem vindo a fazer, ela e toda uma estrutura camarária paga pelos contribuintes e munícipes de Ponta Delgada?

Não é por acaso que o concelho de Ponta Delgada é um dos mais atrasados dos Açores, desde as coisas mais básicas (recolha de resíduos, limpeza e higiene, apoio ao comércio tradicional que já está farto de tanto parquímetro, taxas, multas e emolumentos ou caminhos municipais nas freguesias rurais que mais parecem grotas) até à inexistência duma política urbanística de qualidade.

Hoje Ponta Delgada e a sua cintura residencial e edificada é uma amálgama de construções que mais parece um subúrbio de Lisboa do que uma cidade com história, pergaminhos e tradição.

E não é por falta dos munícipes pagarem cada vez mais impostos (IMIS, IMTs, etc), taxas, licenças e tantas alcavalas.

Se a referida senhora não tivesse andado todos estes anos em frenética e calculada campanha eleitoral, talvez Ponta Delgada e todo o concelho, pudesse ter uma outra fisionomia social, patrimonial e cultural e talvez tivesse atingido a qualidade urbanística da sua congénere da Madeira, a cidade do Funchal.

Apetece perguntar, mais campanha eleitoral, para quê?

PANAZOREAN

[Home page: www.panazorean.com/]


Termina hoje, dia 21 de Abril, no Teatro Micaelense, o Festival Internacional de Cinema PANAZOREAN sobe a epígrafe «Migrações e Interculturalidade».Este Festival constituiu e contitui uma importante iniciativa cultural, cuja temática diz muito a nós , pois os Açores sempre foram um ponto de chegada e principalmente um ponto de partida.


Pela proximidade dos temas apresentados, destacamos os documentários que concorrem na categoria regional : «Azorenos» do realizador micaelense Tiago Melo Bento e «PDL-LX» de Diogo Lima.


Este Festival de Cinema é uma organização da AIPA- Associação dos Imigrantes nos Açores, e que cada vez mais tem tido um importante papel na defesa e integração dos imigrantes que vivem entre nós, para além de desempenhar e promover diversas actividades de intercâmbio cultural.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

TRIBUNAL CÃOSTITUCIONAL

A recente polémica sobre a nomeação de novos elementos partidários para o Tribunal Constitucional, mais uma vez mostrou a natureza deste orgão esdrúxulo.

Enquanto nos países decentes e civilizados, os tribunais com atribuições de zelar pelo cumprimento escrupuloso das respectivas Constituições, são habitualmente entregues a cidadãos acima de qualquer suspeita, com exigente currículo académico ou de exercício de funções judiciais, em Portugal, os juízes do «constitucional» são normalmente escolhidos pelos estados-maiores dos principais partidos, em lojas maçónicas, e qualquer dia, sabe-se lá, nas gastronómicas academias do bacalhau.

É mais uma prova que Portugal não tem conserto nem futuro.

Uma geração de políticos e uma pseudo-elite, domiciliada e sediada em Lisboa e nos resorts do seu perímetro, é grandemente responsável, pelo menos há duas décadas a esta parte, pela destruição moral e até literal «deste país» e a enganar toda uma sociedade.

Infelizmente, nós , nos Açores, já sofremos muito, ao longo da vigência desta minguada e envergonhada Autonomia, com a jurisprudência do «constitucional», que para além de ter uma visão e leitura «restritiva» das nossas prerrogativas autonómicas, também julga normalmente a favor de quem os nomeia e muitas vezes «à vontade do freguês»...

Mas ainda o mais grotesco e caricato é haver um «tribunal constitucional» - perfeitamente inútil e redundante, na opinião dalguns magistrados - quando a própria Constituição está actualmente «suspensa» ou pendurada no prego.

Enfim, originalidades dum país que nos quer arrastar para o atoleiro...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

«PORTO DOS CASAIS» NA VOZ DE ELIS REGINA

(vídeo e música »»»» «Porto dos Casais»: http://www.youtube.com/watch?v=EtDug456Pts, na voz de Elis Regina, ela própria uma nativa de Porto Alegre, outrora Porto dos Casais, uma cidade fabulosa fundada por Açorianos)

«É sempre bom lembrar coisas passadas
Rever os lampiões, os ancestrais,
Singrando o guaíba apareceram,
Os velhos fundadores coloniais,
Chegaram tão alegres,
Alegres por demais,
Fundaram este porto dos casais,
É Porto Alegre,
Antigo dos casais,
Saudades do tempo que já não vem mais»

DIPLOMACIA AÇORIANA, UMA DIPLOMACIA COM ALMA E IDENTIDADE

A recente viagem do Presidente do Governo dos Açores e respectiva comitiva, a convite do Sr. Governador do Estado do Rio Grande do Sul, a propósito do 260º Aniversário do Povoamento do Rio Grande do Sul pelos Açorianos, saldou-se num assinalável êxito.

Não o utilitário êxito das trocas comerciais ou financeiras, mas o êxito das trocas de afectos e de laços históricos e de reconhecimento e homenagem a um pequeno arquipélago insular que deixou na vastidão das terras austrais do Brasil a sua marca identitária e o seu sangue.

Foi assim no Rio Grande do Sul, como já tinha sido no Uruguai, no Ontário, no Quebec, na Califórnia, na Nova Inglaterra, nas Bermudas ou mesmo em Cabo Verde.

Ao contrário da diplomacia portuguesa actual - que está mais interessada em vender pastéis de nata do que em defender os seus cidadãos a residir ou a trabalhar no estrangeiro - os Açores, através dos seus orgãos de governo próprio, e mesmo através das diversas autarquias e embaixadas culturais da sociedade civil, empreendem uma diplomacia (ao seu nível, entenda-se) onde a Herança Cultural, a História, o Intercâmbio Cultural, o Turismo e a partilha de experiências são denominadores comuns.

Bem sabemos que há outras áreas para promover e explorar, nomeadamente as trocas comerciais e o investimento externo, mas estas terão melhor desempenho, quando o relacionamento dos Açores com esses territórios de proximidade cultural e sanguínea for cada vez mais natural e alicerçada em projectos comuns.

Infelizmente, há quem, entre nós, nos Açores, não compreenda a verdadeira dimensão deste tipo de diplomacia e de intercâmbio.

Foi o caso do maior partido da oposição nos Açores - o PSD - que através do seu grupo parlamentar solicitou ao Governo dos Açores informações sobre os gastos desta visita do PdGA a convite do próprio Governador, Tarso Genro.

É de facto desprezível, mesmo considerando que se vive em estação pré-eleitoral, criar atritos e questiúnculas com a deslocação dum titular dum Orgão de Governo Próprio do nosso arquipélago.

Se é compreensível criticar ou sindicar qualquer titular do nosso organigrama político quando este está no exercício das suas funções executivas ou políticas, já não é aceitável que se ataque de forma grosseira e soez esse mesmo titular quando este está em viagem de representação e em nome dos Açores.

Mais uma vez, este partido - o PSD nos Açores - que já nada tem a ver com a geração de autonomistas que implantaram esse partido nos Açores! - foi trauliteiro, mesquinho e desrespeitou os orgãos de governo próprio, democraticamente eleitos.

Enquanto este PSD, seguidista e serventuário dos seus patrões de Lisboa, critica a viagem do PdGA, que é actualmente Carlos César, mas podia ser outro cidadão qualquer, não critica nem criticou uma recente e mui folclórica visita do PR aos EUA, e que na opinião dum conselheiro das Comunidades Portuguesas em Newark -e a propósito da polémica dos vistos de emigração para os EUA - essas viagens não servem para nada, pois a unica coisa que vêm cá fazer (aos EUA), o PR e o MNE, «é gastar dinheiro e passear».

Nunca pensámos que em vida eu iríamos assistir a tanta intriga, maledicência e desconsideração por parte dum partido que ambiciona ser poder nos Açores.

Estamos cada vez mais desconfiados que alguém, a partir do exterior, anda a financiar e a pagar esta propaganda negativa e que já teve vários episódios...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

ANTERO DE QUENTAL, UM AÇORIANO UNIVERSAL

Hoje, dia 18 de Abril de 2012, comemora-se o 170º Aniversário do nascimento de Antero de Quental, poeta e filósofo, místico e activista, revolucionário e humanista.

Antero de Quental, nasceu a 18 de Abril de 1842 em Ponta Delgada e faleceu tragicamente a 11 de Setembro de 1891 na mesma cidade que o viu nascer.

Antero de Quental foi um dos açorianos mais ilustres de todos os tempos.

Embora nascido nestas Ilhas de Bruma, perdidas no meio do Atlântico e esquecidas pelo Reino e pelo Império, Antero de Quental saiu da pacatez e do conservadorismo do meio social onde nasceu e cresceu, para destacar-se nos meios universitários e literários portugueses de então.

Antero de Quental foi um idealista por natureza. Um espírito inquieto que acreditava na existência duma sociedade mais justa e fraterna.

Sofria com as injustiças sociais e com a arrogância das auto-proclamadas élites da Ilha e do Reino.

Cedo aderiu às teorias e ideais do socialismo utópico do francês Proudhon, e levou tão a sério esta sua conversão politica e ideológica que durante algum tempo trabalhou como operário em Lisboa e mais tarde numa tipografia em Paris.

Regressado a Lisboa, em 1868, Antero de Quental, juntamente com outros companheiros de letras e da acção politica e social, funda o Partido Socialista Português (o partido histórico, que mais tarde é refundado em 1973 na cidade de Bad Münsterefeil, na Alemanha Federal), funda o jornal «A República» em parceria com o seu contemporâneo Oliveira Martins e ainda mais tarde passa a editar com José Fontana a revista «O Pensamento Social».

De facto, a intervenção cívica, intelectual e social de Antero de Quental foi extremamente vasta, mas foi no campo das letras, na poesia, pensamento social e filosofia, que se destacou.

Hoje, a sua vasta obra literária, é estudada em várias universidades e em vários países, e é sem dúvidas um dos mais brilhantes pensadores e intectuais de expressão portuguesa.

Honremos a memória e o testemunho de Antero de Quental, um Açoriano no Mundo e um universalista açoriano.