sábado, 21 de abril de 2012

PANAZOREAN

[Home page: www.panazorean.com/]


Termina hoje, dia 21 de Abril, no Teatro Micaelense, o Festival Internacional de Cinema PANAZOREAN sobe a epígrafe «Migrações e Interculturalidade».Este Festival constituiu e contitui uma importante iniciativa cultural, cuja temática diz muito a nós , pois os Açores sempre foram um ponto de chegada e principalmente um ponto de partida.


Pela proximidade dos temas apresentados, destacamos os documentários que concorrem na categoria regional : «Azorenos» do realizador micaelense Tiago Melo Bento e «PDL-LX» de Diogo Lima.


Este Festival de Cinema é uma organização da AIPA- Associação dos Imigrantes nos Açores, e que cada vez mais tem tido um importante papel na defesa e integração dos imigrantes que vivem entre nós, para além de desempenhar e promover diversas actividades de intercâmbio cultural.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

TRIBUNAL CÃOSTITUCIONAL

A recente polémica sobre a nomeação de novos elementos partidários para o Tribunal Constitucional, mais uma vez mostrou a natureza deste orgão esdrúxulo.

Enquanto nos países decentes e civilizados, os tribunais com atribuições de zelar pelo cumprimento escrupuloso das respectivas Constituições, são habitualmente entregues a cidadãos acima de qualquer suspeita, com exigente currículo académico ou de exercício de funções judiciais, em Portugal, os juízes do «constitucional» são normalmente escolhidos pelos estados-maiores dos principais partidos, em lojas maçónicas, e qualquer dia, sabe-se lá, nas gastronómicas academias do bacalhau.

É mais uma prova que Portugal não tem conserto nem futuro.

Uma geração de políticos e uma pseudo-elite, domiciliada e sediada em Lisboa e nos resorts do seu perímetro, é grandemente responsável, pelo menos há duas décadas a esta parte, pela destruição moral e até literal «deste país» e a enganar toda uma sociedade.

Infelizmente, nós , nos Açores, já sofremos muito, ao longo da vigência desta minguada e envergonhada Autonomia, com a jurisprudência do «constitucional», que para além de ter uma visão e leitura «restritiva» das nossas prerrogativas autonómicas, também julga normalmente a favor de quem os nomeia e muitas vezes «à vontade do freguês»...

Mas ainda o mais grotesco e caricato é haver um «tribunal constitucional» - perfeitamente inútil e redundante, na opinião dalguns magistrados - quando a própria Constituição está actualmente «suspensa» ou pendurada no prego.

Enfim, originalidades dum país que nos quer arrastar para o atoleiro...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

«PORTO DOS CASAIS» NA VOZ DE ELIS REGINA

(vídeo e música »»»» «Porto dos Casais»: http://www.youtube.com/watch?v=EtDug456Pts, na voz de Elis Regina, ela própria uma nativa de Porto Alegre, outrora Porto dos Casais, uma cidade fabulosa fundada por Açorianos)

«É sempre bom lembrar coisas passadas
Rever os lampiões, os ancestrais,
Singrando o guaíba apareceram,
Os velhos fundadores coloniais,
Chegaram tão alegres,
Alegres por demais,
Fundaram este porto dos casais,
É Porto Alegre,
Antigo dos casais,
Saudades do tempo que já não vem mais»

DIPLOMACIA AÇORIANA, UMA DIPLOMACIA COM ALMA E IDENTIDADE

A recente viagem do Presidente do Governo dos Açores e respectiva comitiva, a convite do Sr. Governador do Estado do Rio Grande do Sul, a propósito do 260º Aniversário do Povoamento do Rio Grande do Sul pelos Açorianos, saldou-se num assinalável êxito.

Não o utilitário êxito das trocas comerciais ou financeiras, mas o êxito das trocas de afectos e de laços históricos e de reconhecimento e homenagem a um pequeno arquipélago insular que deixou na vastidão das terras austrais do Brasil a sua marca identitária e o seu sangue.

Foi assim no Rio Grande do Sul, como já tinha sido no Uruguai, no Ontário, no Quebec, na Califórnia, na Nova Inglaterra, nas Bermudas ou mesmo em Cabo Verde.

Ao contrário da diplomacia portuguesa actual - que está mais interessada em vender pastéis de nata do que em defender os seus cidadãos a residir ou a trabalhar no estrangeiro - os Açores, através dos seus orgãos de governo próprio, e mesmo através das diversas autarquias e embaixadas culturais da sociedade civil, empreendem uma diplomacia (ao seu nível, entenda-se) onde a Herança Cultural, a História, o Intercâmbio Cultural, o Turismo e a partilha de experiências são denominadores comuns.

Bem sabemos que há outras áreas para promover e explorar, nomeadamente as trocas comerciais e o investimento externo, mas estas terão melhor desempenho, quando o relacionamento dos Açores com esses territórios de proximidade cultural e sanguínea for cada vez mais natural e alicerçada em projectos comuns.

Infelizmente, há quem, entre nós, nos Açores, não compreenda a verdadeira dimensão deste tipo de diplomacia e de intercâmbio.

Foi o caso do maior partido da oposição nos Açores - o PSD - que através do seu grupo parlamentar solicitou ao Governo dos Açores informações sobre os gastos desta visita do PdGA a convite do próprio Governador, Tarso Genro.

É de facto desprezível, mesmo considerando que se vive em estação pré-eleitoral, criar atritos e questiúnculas com a deslocação dum titular dum Orgão de Governo Próprio do nosso arquipélago.

Se é compreensível criticar ou sindicar qualquer titular do nosso organigrama político quando este está no exercício das suas funções executivas ou políticas, já não é aceitável que se ataque de forma grosseira e soez esse mesmo titular quando este está em viagem de representação e em nome dos Açores.

Mais uma vez, este partido - o PSD nos Açores - que já nada tem a ver com a geração de autonomistas que implantaram esse partido nos Açores! - foi trauliteiro, mesquinho e desrespeitou os orgãos de governo próprio, democraticamente eleitos.

Enquanto este PSD, seguidista e serventuário dos seus patrões de Lisboa, critica a viagem do PdGA, que é actualmente Carlos César, mas podia ser outro cidadão qualquer, não critica nem criticou uma recente e mui folclórica visita do PR aos EUA, e que na opinião dum conselheiro das Comunidades Portuguesas em Newark -e a propósito da polémica dos vistos de emigração para os EUA - essas viagens não servem para nada, pois a unica coisa que vêm cá fazer (aos EUA), o PR e o MNE, «é gastar dinheiro e passear».

Nunca pensámos que em vida eu iríamos assistir a tanta intriga, maledicência e desconsideração por parte dum partido que ambiciona ser poder nos Açores.

Estamos cada vez mais desconfiados que alguém, a partir do exterior, anda a financiar e a pagar esta propaganda negativa e que já teve vários episódios...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

ANTERO DE QUENTAL, UM AÇORIANO UNIVERSAL

Hoje, dia 18 de Abril de 2012, comemora-se o 170º Aniversário do nascimento de Antero de Quental, poeta e filósofo, místico e activista, revolucionário e humanista.

Antero de Quental, nasceu a 18 de Abril de 1842 em Ponta Delgada e faleceu tragicamente a 11 de Setembro de 1891 na mesma cidade que o viu nascer.

Antero de Quental foi um dos açorianos mais ilustres de todos os tempos.

Embora nascido nestas Ilhas de Bruma, perdidas no meio do Atlântico e esquecidas pelo Reino e pelo Império, Antero de Quental saiu da pacatez e do conservadorismo do meio social onde nasceu e cresceu, para destacar-se nos meios universitários e literários portugueses de então.

Antero de Quental foi um idealista por natureza. Um espírito inquieto que acreditava na existência duma sociedade mais justa e fraterna.

Sofria com as injustiças sociais e com a arrogância das auto-proclamadas élites da Ilha e do Reino.

Cedo aderiu às teorias e ideais do socialismo utópico do francês Proudhon, e levou tão a sério esta sua conversão politica e ideológica que durante algum tempo trabalhou como operário em Lisboa e mais tarde numa tipografia em Paris.

Regressado a Lisboa, em 1868, Antero de Quental, juntamente com outros companheiros de letras e da acção politica e social, funda o Partido Socialista Português (o partido histórico, que mais tarde é refundado em 1973 na cidade de Bad Münsterefeil, na Alemanha Federal), funda o jornal «A República» em parceria com o seu contemporâneo Oliveira Martins e ainda mais tarde passa a editar com José Fontana a revista «O Pensamento Social».

De facto, a intervenção cívica, intelectual e social de Antero de Quental foi extremamente vasta, mas foi no campo das letras, na poesia, pensamento social e filosofia, que se destacou.

Hoje, a sua vasta obra literária, é estudada em várias universidades e em vários países, e é sem dúvidas um dos mais brilhantes pensadores e intectuais de expressão portuguesa.

Honremos a memória e o testemunho de Antero de Quental, um Açoriano no Mundo e um universalista açoriano.

terça-feira, 17 de abril de 2012

O PDA E O PREÇO DO VIAGRA

















Na sexta-feira passada, o PDA - Partido Democrático do Atlântico, já com nova liderança, promoveu junto às instalações da SATA, na Avª Infante D. Henrique em PDL, uma manifestação, protestando contra o preço das passagens aéreas.

Nessa manifestação, para além do actual Presidente do PDA, estava um ou dois elementos a distribuir panfletos.

Através dos nossos OCS's regionais, nomeadamente a RTP-Açores e a Rádio Atlântida, ficámos a par dos motivos que suscitaram este tipo de acção/agitação politica.

Impelidos para sabermos mais qualquer coisa sobre esta insólita manifestação, tentámos visitar o site oficial do PDA, o qual em tempos nós consultavamos com alguma frequência.

Qual não é o nosso espanto quando verificámos que após a tentiva de busca através do google, este redirecciona-nos para um um sítio que vende viagra pela internet. Isso mesmo: Viagra.

Tal como eu receava há meses, e verificado o afastamento de ex-líderes e militantes históricos do PDA, muitos deles ligados aos movimentos independentistas da década de 70, este partido a pouco e pouco vai transformando-se num partido folclórico, tipo barriga-de-aluguer e que serve ou servirá para protogonismos individuais ou para reinvindicações extemporâneas ou exdrúxulas.

É o caso desta pseudo-manif ou contestação. Como é que é possível utilizar um partido - o PDA - que tem nos seus documentos constitutivos e estatutários a emancipação dos povos insulares, nomeadamente do Povo Açoriano, para reinvindicações da área da intendência e para outras minudências.

E o mais grave é que o protesto foi erradamente direccionado para uma empresa pública regional- a SATA -tutelada pelo nosso Governo, mas que está limitada por legislação nacional no que concerne ao tarifário de serviço público.

Não seria mais curial que o actual Presidente do PDA direccionasse o seu protesto para o Estado Central, e que tivesso feito uma manif ou mesmo uma espera «à José Manuel Coelho», à chegada a PDL do Passos Pinóquio?

E que tal um protesto junto das instalações do Sr. Representante da República?

E já que o Sr. Presidente do actual e franchisado PDA , acumula com as funções de Presidente da Associação de Comerciantes do Centro Histórico de Ponta Delgada, porque é que não promove uma manifestação em frente à Câmara de Ponta Delgada, a protestar contra a plantação de parquímetros por tudo onde é sítio/rua/beco/avenida/canada/largo/praça, afugentando a potencial clientela do comércio tradicional e empurrando-a para as grandes superfícies?

Mas, fazendo fé nas notícias, o actual PDA - que julgo que nada já tem a ver com o PDA histórico - vai intensificar a luta, protestando junto da Segurança Social por causa das prestações sociais.

Ora, há qualquer coisa de errado quanto ao alvo desses protestos.

Então, o Sr. Presidente do PDA não sabe que quem tutela a Segurança Social no que concerne à aplicação/atribuição das respectivas prestações sociais, subsídios, reformas,etc. é o Governo da República, uma vez que o sistema é de âmbito nacional?

Como é que um partido e um líder que prometeu lutar por estado regional, objectivo nobre na actual conjuntura, perde tempo com questões de intendência, mesmo que as tarifas aéreas sejam um assunto interno importante?

Na verdade, o google não estava errado quando nos direccionou para um sítio de venda de viagra, após uma tentativa frustrada para consultar o http://www.pda.com.pt/...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

UMA ENCENAÇÃO FALHADA














No Termo de Abertura deste blogue declarámos, para os devidos e subsequentes efeitos, que não estávamos engajados a qualquer força partidária regional oficialmente instituida, porquanto rejeitamos à partida qualquer militância num qualquer partido dito nacional.

O nosso partido é, e só é os Açores! Isto não significa que não tomemos partido por este ou por aquela; ou por qualquer organização ou movimento que tenha como objectivo a defesa, a promoção e o desenvolvimento da nossa Terra.

E muito menos seremos neutros quando está em jogo o bom nome dos Açores, das suas gentes e dos seus interesses principais.

Feita esta declaração de interesses, foi com muita tristeza e mágoa que assistimos parcialmente a alguns flashs e a notas de reportagem da nossa comunicação social no que concerne ao Congresso regional do PSD , que teve lugar este fim-de-semana em Ponta Delgada.

Depois duma apresentação nacional no Congresso do PSD em Lisboa, que se saldou num perfeito fiasco, era expectável que a líder do PSD regional viesse a ter uma performance mais consentânea com o cargo que pretende ocupar.

Infelizmente, e não obstante uma coreografia minuciosamente preparada, desde a moldura de jovens imberbes a agitar bandeirinhas da região autónoma (para quem conhece a simbologia açoriana, aquelas não são as bandeiras dos Açores!...) até a uma plateia de notáveis da brigada do reumático local, passando pelos seus sponsors que vieram propositadamenre de Lisboa, a líder local do PSD e candidata a Presidente do Governo Regional, fez um discurso de abertura recheado de amnésia selectiva, revanchismo, ódio visceral ao seu adversário e desrespeito pelas regras democraticas, entre as quais se incluem dignidade, honestidade intelectual e até sentido de estado, uma vez que o cargo que pretende ocupar assim o obriga.

Nisso, a líder local do PSD, foi igual aos seus municiadores/financiadores/teorizadores de Lisboa, que no Congresso Nacional passaram todo o tempo a malhar no inginheiro ausente em em Paris, enquanto ela passou o tempo a vituperar no seu principal adversário que está ausente em Washington.

O que se passou naquele Congresso, ultrapassou tudo o que é razoável, tendo em atenção que estavam a ser discutidos assuntos que interessam à nossa Terra, os Açores.

Numa altura em que a Autonomia -aquela pouca que nos foi outorgada! - está sob ataque cerrado das forças centralistas, colonialistas e revanchistas de Lisboa e arredores, a líder do PSD local - e que tem o dever de defender os Açores-, furtou-se a essa obrigação, e ao invés, ela e os seus companheiros de partido preferiram atacar soezmente os seus adversários açorianos, e com isso, dando mais argumentos para Lisboa fazer aqui o que já faz na Madeira, sem já falar na desvatação que grassa na Península.

Já não bastava a inventona da famigerada «dívida» dos Açores e toda uma agit-prop alicerçada na má-língua, no insulto, na guerrilha politica e no populismo mais básico, para que ainda fossemos testemunhas deste vil colaboracionismo com os centralistas e colonialistas de Lisboa.

Não disse nem uma palavrinha contra Lisboa. Nem se queixou da rapina fiscal que está a ser implementada; dos cortes orçamentais e salariais; do ataque às freguesias; do bloqueio financeiro da República à Região e à nossa economia privada. Não se queixou das medidas neo-comunistas liberais que o Governo de Lisboa está empreender e que está a devastar a economia e todo o tecido social,etc,etc.

Acusou sim, quem, melhor numas vezes ou pior noutras, tenta defender os Açores e obter o máximo de meios para a nossa sociedade insular.

Tão cedo, os açorianos, que estiveram atentos minimamente ao que sucedeu naquele conclave partidário regional, se esquecerão das infâmias e dos insultos lá proferidos contra cidadãos açorianos, nossos compatriotas, para gozo e deleite daquela gajada de Lisboa.

Deus não dorme.