
A recente viagem do
Presidente do Governo dos Açores e respectiva comitiva, a convite do Sr. Governador do Estado do
Rio Grande do Sul, a propósito do
260º Aniversário do Povoamento do Rio Grande do Sul pelos Açorianos, saldou-se num assinalável êxito.
Não o
utilitário êxito das trocas comerciais ou financeiras, mas o êxito das
trocas de afectos e de
laços históricos e de
reconhecimento e
homenagem a um pequeno arquipélago insular que deixou na vastidão das
terras austrais do
Brasil a sua
marca identitária e o seu
sangue.
Foi assim no
Rio Grande do Sul, como já tinha sido no Uruguai, no Ontário, no Quebec, na Califórnia, na Nova Inglaterra, nas Bermudas ou mesmo em Cabo Verde.
Ao contrário da
diplomacia portuguesa actual - que está mais interessada em vender
pastéis de nata do que em defender os seus cidadãos a residir ou a trabalhar no estrangeiro - os
Açores, através dos seus
orgãos de governo próprio, e mesmo através das diversas
autarquias e
embaixadas culturais da
sociedade civil, empreendem uma
diplomacia (ao seu nível, entenda-se) onde a
Herança Cultural, a História, o Intercâmbio Cultural, o Turismo e a partilha de experiências são denominadores comuns.
Bem sabemos que há outras áreas para promover e explorar, nomeadamente as
trocas comerciais e o
investimento externo, mas estas terão melhor desempenho, quando o relacionamento dos Açores com esses territórios de proximidade cultural e sanguínea for cada vez mais natural e alicerçada em projectos comuns.
Infelizmente, há quem, entre nós, nos
Açores, não compreenda a verdadeira dimensão deste tipo de diplomacia e de intercâmbio.
Foi o caso do maior partido da
oposição nos Açores - o PSD - que através do seu grupo parlamentar solicitou ao
Governo dos Açores informações sobre os gastos desta visita do
PdGA a convite do próprio Governador,
Tarso Genro.
É de facto desprezível, mesmo considerando que se vive em
estação pré-eleitoral, criar atritos e questiúnculas com a deslocação dum titular dum
Orgão de Governo Próprio do nosso arquipélago.
Se é compreensível criticar ou sindicar qualquer
titular do nosso organigrama político quando este está no exercício das suas funções executivas ou políticas, já não é aceitável que se ataque de forma grosseira e soez esse mesmo
titular quando este está em viagem de representação e em nome dos Açores.
Mais uma vez, este partido -
o PSD nos Açores - que já nada tem a ver com a
geração de autonomistas que implantaram esse partido nos Açores! - foi trauliteiro, mesquinho e desrespeitou os orgãos de governo próprio, democraticamente eleitos.
Enquanto este
PSD, seguidista e serventuário dos seus patrões de Lisboa, critica a viagem do
PdGA, que é actualmente
Carlos César, mas podia ser outro cidadão qualquer, não critica nem criticou uma recente e mui
folclórica visita do PR aos EUA, e que na opinião dum conselheiro das
Comunidades Portuguesas em Newark -e a propósito da polémica dos
vistos de emigração para os EUA - essas viagens não servem para nada, pois a unica coisa que vêm cá fazer (aos EUA), o PR e o MNE,
«é gastar dinheiro e passear».Nunca pensámos que em vida eu iríamos assistir a tanta intriga, maledicência e desconsideração por parte dum
partido que ambiciona ser poder nos Açores.
Estamos cada vez mais desconfiados que
alguém, a partir do exterior, anda a financiar e a pagar esta
propaganda negativa e que já teve vários episódios...