terça-feira, 17 de abril de 2012

O PDA E O PREÇO DO VIAGRA

















Na sexta-feira passada, o PDA - Partido Democrático do Atlântico, já com nova liderança, promoveu junto às instalações da SATA, na Avª Infante D. Henrique em PDL, uma manifestação, protestando contra o preço das passagens aéreas.

Nessa manifestação, para além do actual Presidente do PDA, estava um ou dois elementos a distribuir panfletos.

Através dos nossos OCS's regionais, nomeadamente a RTP-Açores e a Rádio Atlântida, ficámos a par dos motivos que suscitaram este tipo de acção/agitação politica.

Impelidos para sabermos mais qualquer coisa sobre esta insólita manifestação, tentámos visitar o site oficial do PDA, o qual em tempos nós consultavamos com alguma frequência.

Qual não é o nosso espanto quando verificámos que após a tentiva de busca através do google, este redirecciona-nos para um um sítio que vende viagra pela internet. Isso mesmo: Viagra.

Tal como eu receava há meses, e verificado o afastamento de ex-líderes e militantes históricos do PDA, muitos deles ligados aos movimentos independentistas da década de 70, este partido a pouco e pouco vai transformando-se num partido folclórico, tipo barriga-de-aluguer e que serve ou servirá para protogonismos individuais ou para reinvindicações extemporâneas ou exdrúxulas.

É o caso desta pseudo-manif ou contestação. Como é que é possível utilizar um partido - o PDA - que tem nos seus documentos constitutivos e estatutários a emancipação dos povos insulares, nomeadamente do Povo Açoriano, para reinvindicações da área da intendência e para outras minudências.

E o mais grave é que o protesto foi erradamente direccionado para uma empresa pública regional- a SATA -tutelada pelo nosso Governo, mas que está limitada por legislação nacional no que concerne ao tarifário de serviço público.

Não seria mais curial que o actual Presidente do PDA direccionasse o seu protesto para o Estado Central, e que tivesso feito uma manif ou mesmo uma espera «à José Manuel Coelho», à chegada a PDL do Passos Pinóquio?

E que tal um protesto junto das instalações do Sr. Representante da República?

E já que o Sr. Presidente do actual e franchisado PDA , acumula com as funções de Presidente da Associação de Comerciantes do Centro Histórico de Ponta Delgada, porque é que não promove uma manifestação em frente à Câmara de Ponta Delgada, a protestar contra a plantação de parquímetros por tudo onde é sítio/rua/beco/avenida/canada/largo/praça, afugentando a potencial clientela do comércio tradicional e empurrando-a para as grandes superfícies?

Mas, fazendo fé nas notícias, o actual PDA - que julgo que nada já tem a ver com o PDA histórico - vai intensificar a luta, protestando junto da Segurança Social por causa das prestações sociais.

Ora, há qualquer coisa de errado quanto ao alvo desses protestos.

Então, o Sr. Presidente do PDA não sabe que quem tutela a Segurança Social no que concerne à aplicação/atribuição das respectivas prestações sociais, subsídios, reformas,etc. é o Governo da República, uma vez que o sistema é de âmbito nacional?

Como é que um partido e um líder que prometeu lutar por estado regional, objectivo nobre na actual conjuntura, perde tempo com questões de intendência, mesmo que as tarifas aéreas sejam um assunto interno importante?

Na verdade, o google não estava errado quando nos direccionou para um sítio de venda de viagra, após uma tentativa frustrada para consultar o http://www.pda.com.pt/...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

UMA ENCENAÇÃO FALHADA














No Termo de Abertura deste blogue declarámos, para os devidos e subsequentes efeitos, que não estávamos engajados a qualquer força partidária regional oficialmente instituida, porquanto rejeitamos à partida qualquer militância num qualquer partido dito nacional.

O nosso partido é, e só é os Açores! Isto não significa que não tomemos partido por este ou por aquela; ou por qualquer organização ou movimento que tenha como objectivo a defesa, a promoção e o desenvolvimento da nossa Terra.

E muito menos seremos neutros quando está em jogo o bom nome dos Açores, das suas gentes e dos seus interesses principais.

Feita esta declaração de interesses, foi com muita tristeza e mágoa que assistimos parcialmente a alguns flashs e a notas de reportagem da nossa comunicação social no que concerne ao Congresso regional do PSD , que teve lugar este fim-de-semana em Ponta Delgada.

Depois duma apresentação nacional no Congresso do PSD em Lisboa, que se saldou num perfeito fiasco, era expectável que a líder do PSD regional viesse a ter uma performance mais consentânea com o cargo que pretende ocupar.

Infelizmente, e não obstante uma coreografia minuciosamente preparada, desde a moldura de jovens imberbes a agitar bandeirinhas da região autónoma (para quem conhece a simbologia açoriana, aquelas não são as bandeiras dos Açores!...) até a uma plateia de notáveis da brigada do reumático local, passando pelos seus sponsors que vieram propositadamenre de Lisboa, a líder local do PSD e candidata a Presidente do Governo Regional, fez um discurso de abertura recheado de amnésia selectiva, revanchismo, ódio visceral ao seu adversário e desrespeito pelas regras democraticas, entre as quais se incluem dignidade, honestidade intelectual e até sentido de estado, uma vez que o cargo que pretende ocupar assim o obriga.

Nisso, a líder local do PSD, foi igual aos seus municiadores/financiadores/teorizadores de Lisboa, que no Congresso Nacional passaram todo o tempo a malhar no inginheiro ausente em em Paris, enquanto ela passou o tempo a vituperar no seu principal adversário que está ausente em Washington.

O que se passou naquele Congresso, ultrapassou tudo o que é razoável, tendo em atenção que estavam a ser discutidos assuntos que interessam à nossa Terra, os Açores.

Numa altura em que a Autonomia -aquela pouca que nos foi outorgada! - está sob ataque cerrado das forças centralistas, colonialistas e revanchistas de Lisboa e arredores, a líder do PSD local - e que tem o dever de defender os Açores-, furtou-se a essa obrigação, e ao invés, ela e os seus companheiros de partido preferiram atacar soezmente os seus adversários açorianos, e com isso, dando mais argumentos para Lisboa fazer aqui o que já faz na Madeira, sem já falar na desvatação que grassa na Península.

Já não bastava a inventona da famigerada «dívida» dos Açores e toda uma agit-prop alicerçada na má-língua, no insulto, na guerrilha politica e no populismo mais básico, para que ainda fossemos testemunhas deste vil colaboracionismo com os centralistas e colonialistas de Lisboa.

Não disse nem uma palavrinha contra Lisboa. Nem se queixou da rapina fiscal que está a ser implementada; dos cortes orçamentais e salariais; do ataque às freguesias; do bloqueio financeiro da República à Região e à nossa economia privada. Não se queixou das medidas neo-comunistas liberais que o Governo de Lisboa está empreender e que está a devastar a economia e todo o tecido social,etc,etc.

Acusou sim, quem, melhor numas vezes ou pior noutras, tenta defender os Açores e obter o máximo de meios para a nossa sociedade insular.

Tão cedo, os açorianos, que estiveram atentos minimamente ao que sucedeu naquele conclave partidário regional, se esquecerão das infâmias e dos insultos lá proferidos contra cidadãos açorianos, nossos compatriotas, para gozo e deleite daquela gajada de Lisboa.

Deus não dorme.

domingo, 15 de abril de 2012

UMA SINGELA HOMENAGEM AO MAESTRO EMÍLIO PORTO, UM GRANDE AÇORIANO

*foto Rádio Pico

[vídeo»»»»» Grupo Coral das Lajes do Pico: http://www.youtube.com/watch?v=3DLVoqIQ7Mo , interpretando um emocionante tema dedicado à Ilha Montanha. Produção do jornalista faialense, Sr. Souto Gonçalves]

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Na passada quarta-feira à noite, durante mais um ensaio do «seu» Grupo Coral das Lajes do Pico, faleceu subitamente o maestro e professor Emílio Porto.

Aos 76 anos, Emílio Porto, natural da freguesia da Ribeirinha, concelho das Lajes do Pico, deixa um legado musical muito significativo.

Sob a sua batuta, o Grupo Coral das Lajes do Pico, atingiu níveis de grande qualidade e prestígio, e não é favor afirmar que este Grupo estava entre os primeiros do seu género nos Açores.

Emílio Porto foi um cidadão exemplar. Foi aluno do Seminário de Angra, especialmente dotado para a Música, onde colaborou com Edmundo Machado Oliveira no Orfeão e na Shcola Cantorum do Seminário.

Na década de sessenta do século passado foi ordenado sacerdote, pedindo mais tarde dispensa do ministério sacerdotal em coerência com a sua trajectória de vida.

Mais tarde completou os seus estudos superiores, obtendo licenciatura pela Escola Superior de Música de Setúbal.

Professor dedicado e pedagogo exemplar, Emílio Porto, foi também um dos pioneiros da Autonomia, tendo sido deputado regional à nossa Assembleia Legislativa, nas I e II legislaturas pelo Partido Socialista dos Açores.

Norteado por um ideal humanista e cristão, Emílio Porto sempre esteve na linha da frente pela defesa da sua Ilha do Pico e duma forma geral pela defesa e valorização do Povo Açoriano. Os temas que escolhia para serem interpretados pelo «seu» Grupo Coral, desde as "Ilhas de Bruma», «Baleeiros», temas do nosso folclore, das festas do Espírito Santo e do nosso Natal, eram autênticas provas de fé do seu açorianismo e amor à Terra que o viu nascer.

À sua Exma Família , apresentamos os nossos mais sentidos pêsames.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

PORTUGAL DE CÓCORAS

A imagem é forte, mas é a que se pode arranjar. E a intenção é mesma esta. Agitar e provocar as consciências dos cidadãos e alertá-los para o surgimento dum totalitarismo de novo tipo. Muito insidioso e malicioso. E que a pouco e pouco vai corroendo a nossa alma.

Hoje, Sexta-Feira, dia 13!, foi aprovado em Lisboa o Tratado Orçamental com os votos da actual maioria governamental em Lisboa e a «luz verde» do principal partido da oposição.

Querendo mostrar serviço ou ser o mais subserviente possível a interesses e líderes estrangeiros, o Governo Português impôs à AR, a assinatura dum documento que é uma autêntica capitulação à já mui minguada soberania dessa velha Nação à beira-mar plantada, em relação a organizações transnacionais ou mesmo potências estrangeiras.

Mais um prego no caixão de Portugal.

A União Europeia, tal como a conhecíamos e concebíamos, ou seja, um espaço geopolítico de solidariedade, estabilidade, desenvolvimento e coesão social, está em desagregação contínua e o seu directório informal (Merkozy) de dia para dia intensifica esta deriva ao espírito que presidiu aos Tratados fundacionais e que estiveram na origem da então CEE e mais tarde da UE.

Perante todas estas evidências, o que faz Portugal? Contemporiza acriticamente com toda esta deriva e ainda paga a bala para o seu fuzilamento, como acontece com os condenados à morte na China, em que é a própria família do condenado que paga a bala ao Estado.

A aprovação deste tratado constitui mais um pontapé na CRP e mais uma vez foi cozinhado nas costas das regiões autónomas.

Já é tempo de equacionarmos qual é o interesse estar numa "União", onde os países mais ricos e fortes impôem regras para defenderem os seus próprios interesses, sacrificando os interesses dos povos e das nações mais pequenas e da periferia.

Tal como previu um ex-dissidente da URSS, a União Europeia está cada vez mais parecida do que aquela defunta união de repúblicas soviéticas, onde era a Rússia que tinha a faca e o queijo na mão.

Na União Europeia, é a Alemanha que agora faz esse papel...

GRANDE É O RIO GRANDE DO SUL!!!

(vídeo e música »»»» Gaúcho: Eu Sou do Sul: http://www.youtube.com/watch?v=0VAvuqEB4Xs)

INTENDÊNCIA:

Para assinalar o 260º Aniversário do Povoamento do Rio Grande do Sul pelos nossos antepassados e aproveitando a presença do PGdA e duma embaixada açoriana às terras austrais do Brasil, colocámos no layout do blogue, e em lugar de honra (canto superior direito) uma barra de vídeos sobre aquele maravilhoso Estado brasileiro, que também é obra e património dos Açores.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

260º ANIVERSÁRIO DO POVOAMENTO DO RIO GRANDE DO SUL PELOS AÇORIANOS

(vídeo»»» Porto Alegre é Demais!: http://www.youtube.com/watch?v=wvXA1Bb22p4)

Durante o corrente ano de 2012 vão decorrer vários acontecimentos e cerimónias relacionados com as Comemorações do 260º Aniversário do Povoamento do actual Estado do Rio Grande Sul pelos Açorianos.

Para o efeito, deslocou-se esta semana ao Brasil, o Presidente do Governo dos Açores, a convite do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e onde será assinado um Memorando de Entendimento para alargar às áreas económicas, comércio, investimento e turismo o programa de cooperação bilateral que já existe nos domínios cultural e académico.

Segundo a imprensa on-line , o Presidente do Governo dos Açores, será recebido pelo Governador do Estado do RG com honras de chefe de Estado, e será agraciado por este Estado com a Grã-Cruz da Ordem do Ponche Verde, «instituida para expressar a gratidão e o reconhecimento a personalidades que contribuam para a afirmação e dignificação do povo gaúcho, da sua identidade e história».

Lembramos que a gesta dos Açorianos nas terras da América Austral, começou à precisamente 260 anos e foi fundamental para a consolidação das fronteiras do então Reino de Portugal naquelas paragens perante a cobiça dos castelhanos.
Actualmente é visível em todo litoral e linha de fronteira do Estado do RG muitas fortificações e povoados construidos e ocupados pelos casais açorianos que aportaram àquelas paragens.

Saliente-se que esta emigração em massa para o Brasil a meados do sec. XVIII, foi precedida duma petição ao Rei de Portugal em consequência da fome e do excesso de população nestas Ilhas, situação muito recorrente, inclusivé na segunda metade do próprio século XX, quando houve grandes fluxos emigratórios para a América do Norte, pois Portugal (a Coroa, a República e o Estado Novo) sempre tiveram como politica a ocupação colonial destas nossas ilhas e sempre as votou ao abandono e subdesenvolvimento.

Por isso a emigração açoriana, quer para o Brasil, quer mais recentemente para os EUA e para o Canadá, tem constituido uma verdadeira fuga à miséria, à opressão e ao obscurantismo.

Infelizmente, estes novos tempos e os novos ventos que sopram de Lisboa, são bastante ameaçadores e premonitórios para novas vagas de emigração.

Acontecerá, se nós, Açorianos, não construirmos aqui, na nossa Terra, aquilo que lá fora construimos: Estados, Nações, Cidades e Comunidades.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O ESTADO PORTUGUÊS NÃO É UMA PESSOA DE BEM

Em contraste flagrante com a frugalidade e solenidade da passada Semana Santa, o Governo Português, secundado aliás por outros orgãos de «soberania», aproveitou a pacatez desta quadra familiar e religiosa para vergastar com prodigalidade, novamente em cima do lombo dos pobres portugueses, açorianos e madeirenses.

Desde novos cortes nos subsídios de doença, nos subsídios de desemprego, cortes em várias prestações sociais, cortes nos subsídios de funeral até cortes no subsídio de maternidade (!!!, pasme-se!), tudo tem sido aproveitado para rapinar, roubar e subtrair direitos aos cidadãos que descontaram e descontam para a Segurança Social e que também pagam impostos.

A acrescer todas estas novas malfeitorias (muito mais dolorosas do que o famigerado PEC IV do Engº Sócrates que há um ano foi chumbado por estes governantes da actualidade!), o Governo Português legislou à socapa, nas costas dos parceiros sociais e dos partidos da oposição, ao impedir o acesso a reformas antecipadas por parte de contribuintes e beneficiários que após uma carreira longa de trabalho e de contribuições (40 anos ou mais) que preencham as condições mínimas.

Estas novas medidas de autêntico terrorismo social - com a cumplicidade dum PR hipócrita e cínico - vêm causar mais instabilidade laboral e trata os trabalhadores como meros figurantes dum processo de contínua destruição da Economia e da Sociedade.

As justificações dadas pelo actual Primeiro-Ministro (comparando a medida tomada à falsa ,com a desvalorização monetária, revela muito bem o carácter deste PM e a pouca consideração que ele nutre pelos cidadãos.

Também as justificações dadas pelo Ministro da Caridade e da Assistência foram autênticos insultos aos trabalhadores e a todas as entidades (patronais, associativas, sindicais) que financiam a própria Segurança Social.

Neste cenário, estamos de novo a assistir a um roubo descarado sobre os descontos que todos nós fizemos e fazemos; a uma contínua frustação de expectativas e a um assalto à Segurança Social para financiar as consequências duma política racionalmente destrutiva, aliás, como foi anunciada por esse Ministro neo-comunista liberal do PP, responsável pelo programa de emergência causada por ele próprio e seus pares.

Para os Açores e Açorianos, estas medidas já roçam a afronta e a indignidade.

Isto é tanto pior, quando nós vemos entre nós traidores, que preferem dizer mal dos Açores e dos seus orgãos de governo próprio, enquanto aparam aqui o jogo do Governo e dos governantes de Lisboa, responsáveis pelo autêntico tsunami que estão causando nas nossas vidas, nas nossas poupanças e patrimónios.

É a hora dos Açores e dos Açorianos pensarem num caminho alternativo, antes que Lisboa nos fique com as casas, os carros e as terras.

Se não fizermos nada para contrariar a garotice daqueles governantes, para lá já andamos...