domingo, 15 de abril de 2012

UMA SINGELA HOMENAGEM AO MAESTRO EMÍLIO PORTO, UM GRANDE AÇORIANO

*foto Rádio Pico

[vídeo»»»»» Grupo Coral das Lajes do Pico: http://www.youtube.com/watch?v=3DLVoqIQ7Mo , interpretando um emocionante tema dedicado à Ilha Montanha. Produção do jornalista faialense, Sr. Souto Gonçalves]

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Na passada quarta-feira à noite, durante mais um ensaio do «seu» Grupo Coral das Lajes do Pico, faleceu subitamente o maestro e professor Emílio Porto.

Aos 76 anos, Emílio Porto, natural da freguesia da Ribeirinha, concelho das Lajes do Pico, deixa um legado musical muito significativo.

Sob a sua batuta, o Grupo Coral das Lajes do Pico, atingiu níveis de grande qualidade e prestígio, e não é favor afirmar que este Grupo estava entre os primeiros do seu género nos Açores.

Emílio Porto foi um cidadão exemplar. Foi aluno do Seminário de Angra, especialmente dotado para a Música, onde colaborou com Edmundo Machado Oliveira no Orfeão e na Shcola Cantorum do Seminário.

Na década de sessenta do século passado foi ordenado sacerdote, pedindo mais tarde dispensa do ministério sacerdotal em coerência com a sua trajectória de vida.

Mais tarde completou os seus estudos superiores, obtendo licenciatura pela Escola Superior de Música de Setúbal.

Professor dedicado e pedagogo exemplar, Emílio Porto, foi também um dos pioneiros da Autonomia, tendo sido deputado regional à nossa Assembleia Legislativa, nas I e II legislaturas pelo Partido Socialista dos Açores.

Norteado por um ideal humanista e cristão, Emílio Porto sempre esteve na linha da frente pela defesa da sua Ilha do Pico e duma forma geral pela defesa e valorização do Povo Açoriano. Os temas que escolhia para serem interpretados pelo «seu» Grupo Coral, desde as "Ilhas de Bruma», «Baleeiros», temas do nosso folclore, das festas do Espírito Santo e do nosso Natal, eram autênticas provas de fé do seu açorianismo e amor à Terra que o viu nascer.

À sua Exma Família , apresentamos os nossos mais sentidos pêsames.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

PORTUGAL DE CÓCORAS

A imagem é forte, mas é a que se pode arranjar. E a intenção é mesma esta. Agitar e provocar as consciências dos cidadãos e alertá-los para o surgimento dum totalitarismo de novo tipo. Muito insidioso e malicioso. E que a pouco e pouco vai corroendo a nossa alma.

Hoje, Sexta-Feira, dia 13!, foi aprovado em Lisboa o Tratado Orçamental com os votos da actual maioria governamental em Lisboa e a «luz verde» do principal partido da oposição.

Querendo mostrar serviço ou ser o mais subserviente possível a interesses e líderes estrangeiros, o Governo Português impôs à AR, a assinatura dum documento que é uma autêntica capitulação à já mui minguada soberania dessa velha Nação à beira-mar plantada, em relação a organizações transnacionais ou mesmo potências estrangeiras.

Mais um prego no caixão de Portugal.

A União Europeia, tal como a conhecíamos e concebíamos, ou seja, um espaço geopolítico de solidariedade, estabilidade, desenvolvimento e coesão social, está em desagregação contínua e o seu directório informal (Merkozy) de dia para dia intensifica esta deriva ao espírito que presidiu aos Tratados fundacionais e que estiveram na origem da então CEE e mais tarde da UE.

Perante todas estas evidências, o que faz Portugal? Contemporiza acriticamente com toda esta deriva e ainda paga a bala para o seu fuzilamento, como acontece com os condenados à morte na China, em que é a própria família do condenado que paga a bala ao Estado.

A aprovação deste tratado constitui mais um pontapé na CRP e mais uma vez foi cozinhado nas costas das regiões autónomas.

Já é tempo de equacionarmos qual é o interesse estar numa "União", onde os países mais ricos e fortes impôem regras para defenderem os seus próprios interesses, sacrificando os interesses dos povos e das nações mais pequenas e da periferia.

Tal como previu um ex-dissidente da URSS, a União Europeia está cada vez mais parecida do que aquela defunta união de repúblicas soviéticas, onde era a Rússia que tinha a faca e o queijo na mão.

Na União Europeia, é a Alemanha que agora faz esse papel...

GRANDE É O RIO GRANDE DO SUL!!!

(vídeo e música »»»» Gaúcho: Eu Sou do Sul: http://www.youtube.com/watch?v=0VAvuqEB4Xs)

INTENDÊNCIA:

Para assinalar o 260º Aniversário do Povoamento do Rio Grande do Sul pelos nossos antepassados e aproveitando a presença do PGdA e duma embaixada açoriana às terras austrais do Brasil, colocámos no layout do blogue, e em lugar de honra (canto superior direito) uma barra de vídeos sobre aquele maravilhoso Estado brasileiro, que também é obra e património dos Açores.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

260º ANIVERSÁRIO DO POVOAMENTO DO RIO GRANDE DO SUL PELOS AÇORIANOS

(vídeo»»» Porto Alegre é Demais!: http://www.youtube.com/watch?v=wvXA1Bb22p4)

Durante o corrente ano de 2012 vão decorrer vários acontecimentos e cerimónias relacionados com as Comemorações do 260º Aniversário do Povoamento do actual Estado do Rio Grande Sul pelos Açorianos.

Para o efeito, deslocou-se esta semana ao Brasil, o Presidente do Governo dos Açores, a convite do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e onde será assinado um Memorando de Entendimento para alargar às áreas económicas, comércio, investimento e turismo o programa de cooperação bilateral que já existe nos domínios cultural e académico.

Segundo a imprensa on-line , o Presidente do Governo dos Açores, será recebido pelo Governador do Estado do RG com honras de chefe de Estado, e será agraciado por este Estado com a Grã-Cruz da Ordem do Ponche Verde, «instituida para expressar a gratidão e o reconhecimento a personalidades que contribuam para a afirmação e dignificação do povo gaúcho, da sua identidade e história».

Lembramos que a gesta dos Açorianos nas terras da América Austral, começou à precisamente 260 anos e foi fundamental para a consolidação das fronteiras do então Reino de Portugal naquelas paragens perante a cobiça dos castelhanos.
Actualmente é visível em todo litoral e linha de fronteira do Estado do RG muitas fortificações e povoados construidos e ocupados pelos casais açorianos que aportaram àquelas paragens.

Saliente-se que esta emigração em massa para o Brasil a meados do sec. XVIII, foi precedida duma petição ao Rei de Portugal em consequência da fome e do excesso de população nestas Ilhas, situação muito recorrente, inclusivé na segunda metade do próprio século XX, quando houve grandes fluxos emigratórios para a América do Norte, pois Portugal (a Coroa, a República e o Estado Novo) sempre tiveram como politica a ocupação colonial destas nossas ilhas e sempre as votou ao abandono e subdesenvolvimento.

Por isso a emigração açoriana, quer para o Brasil, quer mais recentemente para os EUA e para o Canadá, tem constituido uma verdadeira fuga à miséria, à opressão e ao obscurantismo.

Infelizmente, estes novos tempos e os novos ventos que sopram de Lisboa, são bastante ameaçadores e premonitórios para novas vagas de emigração.

Acontecerá, se nós, Açorianos, não construirmos aqui, na nossa Terra, aquilo que lá fora construimos: Estados, Nações, Cidades e Comunidades.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O ESTADO PORTUGUÊS NÃO É UMA PESSOA DE BEM

Em contraste flagrante com a frugalidade e solenidade da passada Semana Santa, o Governo Português, secundado aliás por outros orgãos de «soberania», aproveitou a pacatez desta quadra familiar e religiosa para vergastar com prodigalidade, novamente em cima do lombo dos pobres portugueses, açorianos e madeirenses.

Desde novos cortes nos subsídios de doença, nos subsídios de desemprego, cortes em várias prestações sociais, cortes nos subsídios de funeral até cortes no subsídio de maternidade (!!!, pasme-se!), tudo tem sido aproveitado para rapinar, roubar e subtrair direitos aos cidadãos que descontaram e descontam para a Segurança Social e que também pagam impostos.

A acrescer todas estas novas malfeitorias (muito mais dolorosas do que o famigerado PEC IV do Engº Sócrates que há um ano foi chumbado por estes governantes da actualidade!), o Governo Português legislou à socapa, nas costas dos parceiros sociais e dos partidos da oposição, ao impedir o acesso a reformas antecipadas por parte de contribuintes e beneficiários que após uma carreira longa de trabalho e de contribuições (40 anos ou mais) que preencham as condições mínimas.

Estas novas medidas de autêntico terrorismo social - com a cumplicidade dum PR hipócrita e cínico - vêm causar mais instabilidade laboral e trata os trabalhadores como meros figurantes dum processo de contínua destruição da Economia e da Sociedade.

As justificações dadas pelo actual Primeiro-Ministro (comparando a medida tomada à falsa ,com a desvalorização monetária, revela muito bem o carácter deste PM e a pouca consideração que ele nutre pelos cidadãos.

Também as justificações dadas pelo Ministro da Caridade e da Assistência foram autênticos insultos aos trabalhadores e a todas as entidades (patronais, associativas, sindicais) que financiam a própria Segurança Social.

Neste cenário, estamos de novo a assistir a um roubo descarado sobre os descontos que todos nós fizemos e fazemos; a uma contínua frustação de expectativas e a um assalto à Segurança Social para financiar as consequências duma política racionalmente destrutiva, aliás, como foi anunciada por esse Ministro neo-comunista liberal do PP, responsável pelo programa de emergência causada por ele próprio e seus pares.

Para os Açores e Açorianos, estas medidas já roçam a afronta e a indignidade.

Isto é tanto pior, quando nós vemos entre nós traidores, que preferem dizer mal dos Açores e dos seus orgãos de governo próprio, enquanto aparam aqui o jogo do Governo e dos governantes de Lisboa, responsáveis pelo autêntico tsunami que estão causando nas nossas vidas, nas nossas poupanças e patrimónios.

É a hora dos Açores e dos Açorianos pensarem num caminho alternativo, antes que Lisboa nos fique com as casas, os carros e as terras.

Se não fizermos nada para contrariar a garotice daqueles governantes, para lá já andamos...

domingo, 8 de abril de 2012

OS MOINHOS DOS AÇORES





Sábado, dia 7 de Abril comemorou-se o Dia Internacional dos Moinhos.

Desde o povoamento até há poucos anos, os nossos moinhos (de vento ou de água) tiveram uma importância fundamental no nosso quotodiano e na nossa economia.

Apesar de grande parte dos nossos moinhos já tenham desaparecido para sempre, ainda existem alguns bonitos exemplares que resistem estoicamente e que dão um colorido muito especial à nossa paisagem.

Para comemorar esta singela e simbólica efeméride, o Museu da Ilha Graciosa, no passado sábado abriu ao público o seu Moinho de Vento das Fontes, requalificado muito recentemente.

Actualmente já existem muitos moinhos recuperados, quer para fins museológicos, quer para fins turísticos, e seria muito interessante que os seus proprietários, autarquias ou mesmo associações de desenvolvimento local viessem a promover a recuperação de muitos daqueles moinhos que ainda fazem parte da nossa paisagem rural.

Não devemos esquecer que os moinhos dos Açores constituem autênticos ex-libris turísticos e verdadeiras relíquias da nossa arqueologia agro-industrial.

sábado, 7 de abril de 2012

UMA SEMANA SANTA ATÍPICA

Ainda sou do tempo em que o tempo da Quaresma era vivido com muita intensidade, devoção e fé.

A culminar todo este precurso de fé, conversão, abstinência, jejum e renúncia de bens materiais, chegávamos à Semana Maior, mais fortalecidos espiritualmente e mais capazes para compreender o grande mistério da Salvação.

Quase todas as instituições públicas e privadas, entravam e entranhavam no espírito desta quadra, tão libertadora quão festiva.

Nas últimas décadas, e em especial nestes últimos anos, e mercê duma laicização e secularização crescente da sociedade, muitos dos costumes, hábitos, regras e tradições desta quadra foram sendo relaxados ou substituidos por manifestações de carácter profano, com vista a preencher para alguns este tempo de férias intermédias.

Todavia, e não obstante toda esta revolução social e cultural a que assistimos, o Estado Português, através dos seus mais variados orgãos, sempre respeitou o significado desta quadra, mesmo em épocas politica ou economicante conturbadas, concedendo aos seus funcionários, agentes e servidores, a habitual e generosa «tolerância de ponto» na tarde de Quinta-Feira Santa e que podia ser alternada com a Segunda-Feira, imediatamente a seguir ao Dia de Páscoa.

Esta concessão de tolerância de ponto representava o respeito que o Estado tinha para com a maioria da população portuguesa, açoriana e madeirense, que é de matriz cristã e católica.
Não podemos esquecer que esta quadra - e que coincide com férias escolares - é sempre um momento importante de reunião familiar e de espiritualidade, tão necessária nas actuais circunstâncias e numa sociedade devastada pelo deve e haver, e nalguns casos mais extremos, sodomizada pelos novos adoradores do Bezerro de Oiro.

Ao não conceder essa tradicional «tolerância de ponto», o Governo Português, representando o Estado Central, abriu um precedente muito grave, pois não se deve afrontar as tradições culturais e religiosas dum Povo.

Fizeram bem o Governo dos Açores, todas as nossas Câmaras Açorianas, assim como a RA da Madeira, ao concederem tolerância de ponto nesta quadra.

Bem sei que a verdadeira Fé ou a participação nas cerimónias pascais, não depende necessáriamente desta ou daquela tolerância de ponto (pois durante estes dias muita gente está trabalhando), contudo a sua concessão liberta a sociedade dalgumas rotinas e cria uma atmosfera mais consentânea com o espírito que preside à Semana Santa.

Não só de pão vive o homem, e é nestes tempos de chumbo e de incertezas permanentes, que os dirigentes dum País ou duma Nação devem transmitir, quer por palavras, quer por actos ou gestos simbólicos, algum conforto e principalmente Esperança.
Infelizmente, o Governo Central, a pretexto de troikas e troykismos, continua a vergastar e a punir os cidadãos, como estes não fossem a razão e a condição do seu próprio desempenho e trabalho.

Numa breve auscultação de rua notámos alguma amargura e desconforto por mais este sinal de punição e sobranceria, como isso trouxesse mais produtividade ou estabilidade a um país completamente devastado e desnorteado.

A todos, uma Feliz e Santa Páscoa.